Após a eliminação do Atlético Goianiense para o Athletico Paranaense na Copa do Brasil, o presidente rubro-negro, Adson Batista, valorizou a atuação da equipe no Estádio Antônio Accioly e destacou que o Dragão encarou de igual para igual um adversário da Série A do Campeonato Brasileiro. Depois de dois empates sem gols nos confrontos de ida e volta, o Furacão garantiu classificação às oitavas de final ao vencer a disputa por pênaltis por 4 a 1 em Goiânia.
Na avaliação do dirigente, o Atlético Goianiense foi superior durante boa parte da partida, mas acabou pecando nas finalizações e nas cobranças de pênalti. “Eu não vou ficar culpando ninguém, não, porque nós não fomos competentes. A gente tinha que ter chegado ali e soltado a perna, bater forte, menos bater no pé quando você bate forte”, afirmou Adson Batista ao comentar as penalidades desperdiçadas pela equipe.
O presidente também evitou críticas às alterações feitas pelo técnico Eduardo Baptista nos minutos finais da partida, mesmo com alguns jogadores que poderiam bater os pênaltis deixando o gramado – como o caso de Gustavo Coutinho. “Os jogadores morreram demais e chega num ponto que já não está aguentando. Você chega numa cadeira de segurança: troca ou não troca? Se não troca, você toma o gol, porque os caras já tinham feito as cinco trocas e estavam mais inteiros fisicamente”, analisou.
Adson Batista ainda exaltou o desempenho do time diante de um adversário considerado um dos mais fortes da Série B e que possui alto investimento financeiro. “O Atlético amassou o Athletico Paranaense. Mas o que vale é que eles foram mais competentes. Nós jogamos com um time que custa R$ 15 milhões por mês, ou até um pouco mais. Então, a gente tem que respeitar o Athletico Paranaense, um time muito grande, que veio aqui e respeitou muito o Atlético-GO”, declarou.
Sobre as cobranças de pênalti, o dirigente também citou o fator emocional e destacou a presença do goleiro Santos, experiente arqueiro do time paranaense. “Pênalti é complicado. Às vezes o jogador não tem o emocional equilibrado, vem um goleiro de seleção ali e às vezes dá uma assustada”, comentou.
Mesmo com a eliminação, Adson Batista fez questão de agradecer o apoio da torcida atleticana, que compareceu em bom número ao estádio Antônio Accioly e apoiou a equipe até o fim da partida. Mais de seis mil torcedores acompanharam o confronto em Goiânia. “Deixo meu agradecimento à torcida. Empurrou o tempo todo. Quando o torcedor vê o jogador honrando a camisa, oferecendo o máximo e tendo vontade de ganhar o jogo, ele reconhece”, destacou.
Por fim, o presidente projetou a sequência da temporada e afirmou estar confiante no elenco para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Atualmente em recuperação na competição nacional, o Atlético Goianiense mira a briga pelo acesso à elite do futebol brasileiro. “Temos uma equipe equilibrada. O importante é ter foco e determinação para manter essa sequência positiva na Série B. O objetivo é estar ali na parte de cima e, se possível, reforçar ainda mais o elenco”, finalizou.
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