15 de abril de 2024
ELEIÇÕES 2024

Adriana insiste em apoio do PCdoB e PSD, “ainda no primeiro turno”

Deputada federal delegada Adriana Accorsi ciceroneou ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em todas as agendas em Goiás na quarta; na quinta ela estará com ministros Padilha e Rui Costa
Deputada participou das agendas do ministro quando falou sobre a pré-campanha - Foto: Reprodução redes sociais
Deputada participou das agendas do ministro quando falou sobre a pré-campanha - Foto: Reprodução redes sociais

A pré-candidata do PT à prefeitura de Goiânia, deputada federal delegada Adriana Accorsi, disse nesta quarta-feira (28) que não desistiu de ter o apoio do PCdoB e do PSD para a formação de uma frente nas eleições deste ano. “Espero que eles possam caminhar junto conosco ainda no primeiro turno”, afirmou.

Sobre o lançamento das pré-candidaturas a prefeito de Fábio Tokarski, pelo PCdoB, e de Lucas Kitão, pelo PSD, que inclusive rejeita alianças com a esquerda, ela disse que via com naturalidade. “É um direito, uma decisão que a gente tem que respeitar”, destacou, mesmo alimentando expectativa de apoio no primeiro turno.

Contrariedade

Como mostrou o Diário de Goiás na terça e quarta, Kitão se lançou à revelia do senador Vanderlan Cardoso, que também estuda pré-candidatura e preside o diretório estadual do PSD. Além disso, contrariou ainda o deputado federal Ismael Alexandrino, que preside o diretório metropolitano do partido.

Alexandrino, inclusive, disse que o lançamento da pré-candidatura de Vanderlan já tem data marcada, em março.

Tokarski mantém disposição

Na agenda do ministro do Trabalho estava Fábio Tokarski e o recém-nomeado delegado regional do Trabalho por Goiás, professor Nivaldo Santos, indicado pelo PCdoB.

Apesar do otimismo de Adriana, Tokarski enfatizou a intenção de manter a pré-candidatura até julho. “Até lá, temos que discutir os milhares de problemas da cidade e apresentar sugestões de solução”, reiterou.

Por outro lado, na mesma linha de Adriana, ele defende que haja união para evitar a eleição de um prefeito de extrema-direita para a cidade. “Temos a compreensão de que a extrema-direita fez muito mal para o Brasil e não é hora de eleger um prefeito de extrema-direita em Goiânia”, afirmou.

Além disso, ele destacou que o lançamento de sua pré-candidatura vem alinhado ao lançamento do Movimento Goiânia 100 Anos que contou com participação suprapartidária no dia do lançamento. “Temos tempo para debater um projeto para a cidade e as candidaturas que quiserem se unir, vão se unir, outras podem se apropriar do projeto para elevar o tom do debate”, defende ele.

Adriana terá agenda com Padilha e Rui

Na quinta-feira (29) Adriana Accorsi disse que terá audiência com os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Rui Costa, da casa Civil. Em pauta, recursos das obras e investimentos do PAC 3 para Goiás.

A deputada participou de todos os momentos da agenda do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho em Anápolis e Goiânia nesta quarta. Esteve inclusive no almoço com ministro e os empresários na Federação da Indústria, onde aproveitou para deixar mensagens sobre como vê os problemas da cidade e sugestões para alguns deles.

Audiência

Pela tarde, na Assembleia Legislativa, a deputada participou com ele de uma audiência pública sobre os casos de trabalho análogo à escravidão registrados no estado. Também estiveram autoridades do Tribunal Regional do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, sindicalistas, trabalhadores e parlamentares.

Goiás é o campeão nacional de pessoas flagradas nessa condição degradante. Marinho enfatizou a disposição do ministério de evitar esses casos, e dialogar para a prevenção. Além disso, o ministro criticou a terceirização. “É a alma gêmea do trabalho escravo”, afirmou sob aplausos do auditório

O ministro também deu um recado político a respeito de como vê o atual cenário das relações de trabalho no Brasil. Segundo ele, o governo anterior “fez um estrago na Legislação Trabalhista” e desconstruiu conquistas consolidadas, como o FGTS. “Vamos reconstruir e recuperar o que foi desmobilizado em prejuízo enorme aos trabalhadores demitidos”, pontuou.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.