O narrador e comentarista Téo José fez duras críticas à situação do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, após os recentes problemas registrados no asfalto da pista durante etapas da MotoGP e também da Stock Car. Um dos principais nomes do jornalismo automobilístico brasileiro, com décadas de experiência na cobertura de categorias como Fórmula 1, Fórmula Indy, NASCAR, motovelocidade e Stock Car, o goiano demonstrou preocupação com as condições atuais do circuito, principalmente pensando no retorno da MotoGP ao estado – programado para 2027.
Téo José esteve no autódromo nos últimos dias acompanhando questões relacionadas à Moto 1000GP e aproveitou para vistoriar pessoalmente os pontos onde o asfalto apresentou falhas. Segundo ele, os reparos realizados até agora não resolvem o problema estrutural da pista. “Eles colocaram um selante, pintaram e acham que vai resolver para a Moto 1000GP e para o Goiano de Marcas. Não vai. O dano é bem grande”, afirmou. O narrador relatou que o trecho danificado fica na região conhecida como “Bico do Papagaio”, onde aproximadamente 100 metros da pista apresentaram desgaste significativo após a passagem da Stock Car.
Apesar de deixar claro que não é engenheiro ou especialista técnico, Téo José afirmou que sua experiência acompanhando autódromos ao redor do mundo o faz acreditar que as soluções adotadas até o momento são apenas paliativas. “Eu condeno esse asfalto que foi colocado aqui no Autódromo Internacional de Goiânia. Mas de bater o olho a gente vê que alguns buracos já estão aparecendo. Não boto fé na qualidade desse asfalto”, disparou. O comentarista ainda demonstrou preocupação com o futuro da pista diante do calendário internacional previsto para os próximos anos.
Na avaliação dele, a solução ideal seria uma nova intervenção completa no asfalto do circuito. “Pra mim a solução é um novo asfalto. Vai precisar curar, vai precisar deixar o autódromo fechado por muito tempo. Se ficar nessas soluções paliativas, vai ficar parando e abrindo, parando e abrindo”, declarou. Téo também citou que os problemas registrados em Goiânia lembram situações semelhantes vistas recentemente em pistas de Cuiabá e Brasília, que passaram por intervenções da mesma empresa responsável pelas obras no autódromo goiano.
Além das críticas ao asfalto, Téo José cobrou melhorias em outros setores da estrutura do autódromo. Segundo ele, grandes eventos precisam deixar um legado permanente para a cidade e para o esporte. “Está na hora de cobrar as outras empresas para que o autódromo tenha um gramado bacana, menos terra e fique limpo. Também está na hora de todos os pontos do autódromo terem energia”, afirmou. O narrador destacou ainda que a realização da MotoGP em Goiânia movimentou milhões de reais e atraiu milhares de pessoas ao estado, mas entende que a estrutura do complexo ainda precisa evoluir para acompanhar o tamanho dos eventos que recebe.
Por fim, Téo José pediu uma atuação mais firme do Governo de Goiás diante da situação. Para ele, o momento exige cobrança técnica e acionamento das garantias contratuais da obra executada no autódromo. “Está na hora do Governo de Goiás olhar com muito carinho e tomar uma atitude mais séria com relação ao circuito. Eu digo isso com o coração doído, porque acreditei que a gente realmente ia ter uma obra duradoura, e não é isso que eu estou vendo”, concluiu o narrador, um dos maiores defensores da motovelocidade em Goiânia e entusiasta da permanência da MotoGP no estado.
Explicação
Em nota oficial, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás, informou que as irregularidades identificadas após a etapa da Stock Car Pro Series ocorreram de forma pontual na curva 6 do Autódromo Internacional de Goiânia. Segundo a pasta, a empresa responsável pela obra foi imediatamente acionada para realizar uma vistoria técnica no local.
De acordo com a análise preliminar divulgada pela Seel, os problemas registrados podem estar relacionados ao tempo de cura do novo asfalto aplicado no circuito. O governo ressaltou ainda que a situação não compromete a segurança nem a qualidade geral da pista, garantindo a manutenção dos eventos programados para os próximos finais de semana, como a Moto 1000GP e o Centro-Oeste de Marcas e Pilotos.
A secretaria também destacou que todos os reparos necessários serão executados pela empresa responsável pela obra, sem custos adicionais ao poder público. Segundo a nota, o objetivo é preservar o padrão internacional do Autódromo Internacional Ayrton Senna, que voltou a receber grandes competições nacionais e internacionais após as recentes reformas realizadas no complexo esportivo.
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