14 de julho de 2026
Caso de polícia

Acompanhante relata ofensas e intimidação em confusão com deputado no Lago Sul

Lívia Borges afirma que Luciano Alves estava embriagado, recusou-se a deixar o carro e incentivou agressão; parlamentar mantém versão de extorsão
Foto: Reprodução/Portal Metrópoles
Foto: Reprodução/Portal Metrópoles

Após confusão envolvendo o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), na noite da última quarta-feira (25), no Lago Sul, em Brasília, a acompanhante Lívia Borges se manifestou publicamente. Em vídeo divulgado nas redes sociais do Portal Metrópoles, neste domingo (29), ela relata o episódio, detalhando as ofensas recebidas.

“Ele já estava embriagado. Eu percebi isso. Dentro do carro, começou a me xingar”, relatou, com a afirmativa de que o parlamentar estava “totalmente alterado”.

De acordo com a acompanhante, o desentendimento teve início durante a negociação do valor do programa. Ela relata que pediu para que o deputado deixasse o veículo, sem sucesso. “Eu pedi para ele sair do meu carro. Ele falou que não ia sair, perguntou quem eu achava que era. Eu disse: ‘Eu sou a proprietária do carro, você vai sair sim’. Mas ele não saía e continuava me ofendendo”, contou.

“Eu achei que ele fosse me agredir. Tanto é que eu saí do carro e chamei o segurança”, disse. O caso foi encaminhado à delegacia após intervenção da Polícia Militar do Distrito Federal.

Lívia disse que foi até a mãe e a assessora do parlamentar e alertou que o caso iria parar na polícia. A mãe do deputado teria pedido desculpas para a acompanhante, em nome do filho, dizendo que ele “era filho de Deus”. Já a assessora de Luciano, acompanhou Lívia até o carro e também a atacou com xingamentos e com palavras de baixo nível.

“Foi tudo muito humilhante”, conta. A mulher afirma ainda que houve incentivo à agressão. “Teve um momento em que ele disse que não podia me bater, mas que ela poderia. ‘De mulher para mulher’, foi isso que ele falou”, contou Lívia, que também relata ter sido atingida por bebida. “Ele jogou o que parecia ser chope em mim. Pegou no meu rosto, no cabelo. Foi uma forma de me intimidar”, disse.

Segundo Lívia, houve coação e intimidação, por meio de agressões verbais. “Eu mantive a calma o tempo todo. Só queria que aquilo acabasse. Se eu tivesse ficado dentro do carro com ele, eu não sei o que teria acontecido”, sublinhou a acompanhante, ao classificar o caso como “ódio gratuito”.

O deputado Luciano Alves nega as acusações e afirma ter sido vítima de tentativa de extorsão. O caso segue sob investigação.


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