22 de maio de 2024
Cidade de Goiás • atualizado em 21/02/2024 às 14:41

Acervo documental do Museu Casa de Cora Coralina foi transferido após cheia do Rio Vermelho

Segundo a diretora do museu, Marlene Velasco, manuscritos, fotografias, jornais e documentos pessoais de Cora foram a grande preocupação após as fortes chuvas no município
No total, o museu possui mais de 10 mil documentos que pertenceram à poetisa. (Foto: Goiás Turismo).
No total, o museu possui mais de 10 mil documentos que pertenceram à poetisa. (Foto: Goiás Turismo).

Conhecido por ser morada de um patrimônio histórico, o Museu Casa de Cora Coralina, localizado ao lado da ponte sobre o Rio Vermelho, na cidade de Goiás, teve seu acervo documental transferido para o convento dos padres dominicanos da Igreja do Rosário. Segundo a diretora do museu, Marlene Vellasco, manuscritos, fotografias, jornais e outros documentos pessoais de Cora foram a grande preocupação após as fortes chuvas iniciadas na última terça-feira (20).

No total, o museu possui mais de 10 mil documentos que pertenceram à poetisa. “Esse acervo é um acervo que é insubstituível, o resto a gente consegue, restaurar, como já fizemos antes. Agora, a parte da escrita de Cora Coralina, essa não pode ser atingida”, destacou a diretora. Ela também confirma que os demais objetos permanecem no museu, porém armazenados de forma segura.

Marlene conta que aguarda orientação da Defesa Civil para saber quando será seguro reabrir o museu. “Nesse momento, nós não sabemos quando vamos reabrir o Museu Casa de Cora Coralina, só vai depender do rio, se ele abaixar e depois que a Defesa Civil nos der autorização. O patrimônio é poderoso para o estado e nós temos que preservar”, destacou. Segundo a diretora, as informações sobre reabertura serão divulgadas no perfil das redes sociais do museu.

Um museu de memórias

A velha casa da ponte, forma como Cora Coralina chamava o lugar onde nasceu, se transformou em no Museu Casa de Cora Coralina, inaugurado no dia 20 de agosto de 1989, data comemorativa dos 100 anos de nascimento da poetisa. O local se trata de uma típica construção colonial feita de adobe e pau a pique que preserva a memória e os manuscritos de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, o nome de batismo de Cora Coralina.

O museu não tem apoio institucional e é mantido com a venda de ingressos, de souvenirs e de projetos especiais dos quais participa. A entidade de direito privado, sem fins lucrativos, regida por um Estatuto, tem como finalidade: projetar, executar, colaborar e incentivar atividades culturais, artísticas, educacionais, ambientais, visando, sobretudo, a valorização da identidade sociocultural do povo goiano.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019