13 de julho de 2024
Eleições 2022 • atualizado em 01/04/2022 às 14:43

Abraham Weintraub deixa Banco Mundial e tenta viabilizar candidatura em SP

O mandato do ex-ministro da Educação como diretor executivo duraria até 31 de outubro
Ex-ministro da Educação tenta pavimentar candidatura nas eleições 2022 em São Paulo (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ex-ministro da Educação tenta pavimentar candidatura nas eleições 2022 em São Paulo (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub renunciou ao cargo de diretor executivo do Banco Mundial em Washington, segundo fontes. Um comunicado com a informação circulou entre a alta cúpula da organização na quinta-feira, 31.

A renúncia será efetiva a partir do dia 30 de abril. O mandato de Weintraub como diretor executivo duraria até 31 de outubro. Em fevereiro, o ex-ministro se filiou ao partido Brasil 35, antigo Partido da Mulher Brasileira, e tem tentado se viabilizar como candidato ao governo de São Paulo.

Weintraub foi indicado pelo governo de Jair Bolsonaro ao Banco Mundial em junho de 2020, para assumir a direção executiva que representa Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. Ele teve mandato renovado em outubro do mesmo ano. No cargo, recebeu salário mensal de cerca de US$ 22 mil (o equivalente a R$ 110 mil).

Integrante da chamada ala ideológica do governo e amigo dos filhos do presidente, Weintraub saiu às pressas do Brasil em 2020 após acumular crises nos 14 meses em que esteve à frente do Ministério da Educação e após a divulgação de vídeo de reunião ministerial na qual ele defendeu a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os quais chamou de “vagabundos”.

No Banco Mundial, foi alvo de pedidos de investigação por parte da comissão de funcionários do organismo, por postura considerada incompatível com o cargo, como a divulgação de desinformação sobre covid-19 e engajamento em posição política nas redes sociais.

A reportagem do Estadão entrou em contato com Weintraub, que não respondeu. (Por Beatriz Bulla/Estadão Conteúdo)


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