26 de fevereiro de 2024
Resposta

“A resposta que a Justiça Eleitoral dará”, afirma Moraes sobre inelegibilidade de Bolsonaro

O presidente do TSE defendeu a seguridade das urnas e do sistema eleitoral durante ataques feitos por Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2022
Foto: Reprodução/STF
Foto: Reprodução/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, defendeu o sistema eleitoral em seu discurso na sentença que determinou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. De acordo com o ministro, diante das condutas de Bolsonaro, ficou provado que houve abuso de poder e a decisão do TSE é ” A resposta que a Justiça Eleitoral dará a essa questão”.

Em seu discurso, Alexandre de Moraes listou os feitos de Bolsonaro durante as eleições 2022. “O Presidente da República que ataca a Justiça Eleitoral, ataca a lisura do sistema eleitoral que o elegia há 40 anos. Isso não é exercício de liberdade expressão, isso é conduta vedada”, destacou. Moraes lembrou dos mecanismos que o presidente utilizou à época para levantar dúvidas sobre a seguridade do sistema.

O ministro ainda completou que “Ao fazer isso utilizando-se do cargo de Presidente da República, do dinheiro público, da estrutura do Palácio da Alvorada, da TV pública, é abuso de poder”, acrescentou. Para finalizar, destacou que Bolsonaro realizou tudo isso para “bombardear o eleitorado via redes sociais”, portanto, também cometeu “uso indevido dos meios de comunicação”.

Moraes finalizou ressaltando que, “Tudo absolutamente é interligado. Tudo seguindo o modus operandi realizado já em outras oportunidades”, pontuou. Para o presidente do TSE, a sentença foi ” A resposta que a Justiça Eleitoral dará a essa questão”.

“Confirmará a fé na democracia, no Estado de Direito, no grau de repulsa ao degradante populismo renascido a partir das chamas do discurso de ódio, discursos antidemocráticos e que propagam desinformação, divulgada por milicianos digitais”, finalizou o ministro.


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.