19 de maio de 2022
Lênia Soares

A quantas anda a escolha do vice de Paulo Garcia?

Enquanto base governista tenta explicar respingos do Cachoeira, Iris agiliza indicação de vice

Lênia Soares

Os discursos dos peemedebistas em torno do tema sucessão municipal parecem afinados. Todos reafirmam que o foco momentâneo é a eleição do diretório metropolitano. Faz parte do processo, fato. Mas um processo simples que conta com apenas uma chapa para definição da composição interna. O que ninguém comenta, nem faz questão de comentar, é a articulação do maior líder do partido, Iris Rezende, para escolha do nome que irá compor a chapa petista para disputa pela prefeitura de Goiânia.

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A esperada indicação do vice tornou-se mais clara nas últimas semanas. Enquanto a base do governo se desdobra para explicar supostos envolvimentos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, Iris mantém encontros rotineiros com deputado estadual Wagner Siqueira (PMDB).

Waguinho antecipou a este blog que não será candidato à presidência do diretório regional da sigla, ”há desafios maiores pela frente”. O posicionamento do aspirante a vice-candidatura, esboça uma negociação interna alimentada por ninguém menos que, Iris Rezende. A proximidade entre Waguinho e o ex-governador chegou a gerar murmurinhos nos bastidore partidários classificando o deputado como a “pupila” de Iris. A justificativa para inúmeras reuniões ficou na ala da admiração e necessidade de conselhos políticos, mas a confirmação dos encontros pode ser a resposta ao questionamento inicial.

Além da indicação peemedebista para composição da chapa, que no final será avalizada por Iris, resta a dúvida de quando o maior cabo eleitoral do Estado irá atuar diretamente nesta disputa. O conselheiro político do PMDB tem optado por deixar sua base aflita, consciente de que será fator decisivo em outubro deste ano.

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O PT e o próprio PMDB nunca sentiram tanta falta desta liderança que não prestigiou nenhuma das últimas confraternizações promovidas pelos aliados. As queixas sobre sua ausência podem ser ouvidas nos bastidores da Assembleia Legislativa e até mesmo entre alguns membros do diretório estadual, que reclamam maior participação do ex-governador.

Por outro lado, já não restam dúvidas em relação a existência de uma parceria PT/PMDB. Longe de toda polêmica envolvendo a participação de Iris neste processo, existe um pré-acordo entre o capitão peemedebista e o PT, para a reeleição do prefeito Paulo Garcia na Capital. O casamento entre os dois partidos goianos tem seguido estável e com planos futuros, diferindo-se do cenário nacional.

A expectativa é de que a parceria tenha reflexos decisivos em 2014. Contribui para tal estabilidade, os bons ares conseqüentes do escândalo promovido pela Operação Monte Carlo. Todos os pré-candidatos da base que oficializaram os planos políticos para disputa do Executivo goianiense, no momento intensificam os malabares para evitar os respingos dos últimos acontecimentos.

No diretório estadual do PMDB, os membros do partido promovem reuniões informais sobre indicação de um nome do partido para disputa ao governo de Goiás em 2014. A sensação momentância parece a de quem ganhou uma batalha e se sente próximo à vitória de uma guerra.  

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