24 de junho de 2024
Saúde

A partir desta segunda-feira (18), maternidades de Goiânia terão restrições de serviços, confirma Fundahc 

Situação é resposta descrita no oficio enviado pela Fundahc, endereçada a Secretário Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), no dia 13 de setembro
Maternidade Municipal Célia Câmara é uma das unidades com atividades suspensas a partir desta segunda-feira (18) (SMS)
Maternidade Municipal Célia Câmara é uma das unidades com atividades suspensas a partir desta segunda-feira (18) (SMS)

A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da UFG (Fundahc) confirmou a adoção de medidas restritivas ao atendimento nas Unidades de Saúde Hospital e Maternidade Dona Íris – HMDI, Maternidade Nascer Cidadão – MNC e Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara – HMMCC. As maternidades públicas terão atividades não emergenciais suspensas a partir desta segunda-feira (18/09).

Procedimentos eletivos como consultas, cirurgias de mama, laqueadura e períneo, colocação de DIU e exames não serão realizados nas unidades. A Diretora Executiva da Fundahc/UFG, Lucilene Maria de Souza, afirma que paralisação irá acontecer não só pelo risco de falta de insumos, mas também pelo não pagamento dos prestadores de serviço da pediatria, da ginecologia e obstetrícia, da anestesia, e de fornecedores de alimentos, higienização e limpeza, por exemplo.

Situação é resposta descrita no oficio enviado pela Fundahc, endereçada a Secretário Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), no dia 13 de setembro em que prevê a suspensão dos procedimentos, caso não houvesse repasse dos valores em débito até o dia (15/09). O documento alega que não houve o cumprimento do acordo realizado sobre o repasse de recurso pactuado para quitação de débitos anteriores de notas, bem como o repasse referente ao pagamento dos meses de junho, julho e agosto,
levando à inadequação do fluxo financeiro para a gestão correta das unidades de saúde.

Entenda o caso

Na última quarta-feira (13/09), a SMS informou em nota que neste ano já repassou R$ 138.062.205,00 para a Fundação, e ressalta que todos os valores são oriundos do tesouro municipal. E que não recebe recursos suficientes do Ministério da Saúde para custeio destas unidades. Por fim, informou que estaria em diálogo negociando os débitos contratuais para que não ocorra interrupção de nenhum atendimento.

Segundo o Fundahc, no decorrer dos dias não houve contato por parte da secretaria, levando a tomada da decisão de interromper algumas funcionalidades para prevenir riscos às pacientes atendidas e aos colaboradores das maternidades, assim como garantir parte do serviço.

Confira nota na integra:

“Lamentamos informar que até sexta-feira, 15/9, não houve novo repasse pela Prefeitura de Goiânia, tampouco resposta aos ofícios encaminhados ou contato por parte da Secretaria Municipal de Saúde para resolver a questão financeira das maternidades públicas municipais.

Na tentativa de garantir assistência a urgências e emergências, os procedimentos eletivos estarão suspensos a partir de segunda-feira, 18. Agradecemos os profissionais que não medem esforços para manter este atendimento, os fornecedores pela parceria, e reforçamos que continuaremos buscando soluções definitivas.

A Fundahc é uma fundação sem fins lucrativos que depende dos repasses para realizar a gestão das unidades de saúde e temos como propósito oferecer assistência em saúde humanizada, respeitosa e de qualidade.

Esperamos retornar à normalidade os mais breve possível.

Atenciosamente, Direção-executiva da Fundahc/UFG”


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019