Cada vez mais próximos do desligamento definitivo, os orelhões ainda funcionam em 60 cidades de Goiás. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), há 179 telefones públicos implantados, a maioria em cidades de menor porte.
Em todo o Brasil são aproximadamente 30 mil telefones, cuja data para aposentadoria já está marcada: o final de 2028. Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões tem projeto nacional, feito pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país.
A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço. Os contratos de concessão que incluiam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025.
Os aparelhos, que durante décadas foram essenciais para milhões de brasileiros, começaram a ser retirados das ruas neste mês de janeiro, após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem 179 telefones públicos no território goiano.
A maior cidade que ainda tem orelhões em Goiás é Luziânia. Nova Roma, com seis, e Cristalina, com oito, são os municípios com maior número de telefones públicos. Nos maiores centros urbanos, como Goiânia, Aparecida e Anápolis, eles já estão extintos.
Resistência
De acordo com a Anatel, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo ainda permanecerão ativos em cidades onde não haja ao menos o sinal 4G para a rede móvel. Hoje a maior parte dos TUPs estão no estado de São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da Anatel.
“As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028”, esclareceu a Anatel.
A agência reguladora acrescentou que as empresas se comprometeram ainda a realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações no país, tais como: implantação de fibra óptica em localidades sem tal infraestrutura, antenas da telefonia celular (tecnologia no mínimo 4G) em localidades sem tal infraestrutura, expansão da rede de telefonia celular em municípios, implantação de cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.
A base que está melhor adaptada é a da Oi, que, conta com 6.707 unidades. Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão suas redes este ano, restando em torno de 2 mil orelhões operados por elas.
Municípios com orelhões ativos em Goiás:
Anicuns: 2
Araguapaz: 2
Barro Alto: 1
Bela Vista de Goiás: 1
Bom Jesus de Goiás: 1
Bonópolis: 1
Buriti Alegre: 2
Buritinópolis: 1
Cachoeira Dourada: 4
Caiapônia: 3
Campinaçu: 1
Campinorte: 2
Campos Belos: 1
Cavalcante: 4
Colinas do Sul: 1
Corumbá de Goiás: 1
Corumbaíba: 1
Cristalina: 8
Cromínia: 1
Damianópolis: 1
Divinópolis de Goiás: 1
Fazenda Nova: 1
Firminópolis: 1
Flores de Goiás: 1
Formosa: 1
Goiandira: 1
Goiás: 1
Goiatuba: 1
Guarani de Goiás: 1
Hidrolândia: 1
Hidrolina: 1
Ipameri: 1
Israelândia: 1
Itapirapuã: 1
Itapuranga: 1
Jaraguá: 3
Luziânia: 1
Monte Alegre de Goiás: 2
Niquelândia: 3
Nova Roma: 6
Novo Brasil: 1
Novo Planalto: 1
Orizona: 4
Padre Bernardo: 3
Paranaiguara: 1
Paraúna: 1
Pirenópolis: 1
Planaltina: 1
Posse: 1
Santa Cruz de Goiás: 1
Santa Isabel: 1
Santa Terezinha de Goiás: 3
São Domingos: 3
São João d’Aliança: 2
São Luís de Montes Belos: 1
Sítio d’Abadia: 2
Teresina de Goiás: 1
Uruaçu: 1
Uruana: 2
Vianópolis: 1
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