20 de fevereiro de 2024
Atas de audiência

140 bolsonaristas permanecerão presos e outros 60 foram liberados com uso de tornozeleira eletrônica

Para os que foram liberados, Moraes impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição do uso das redes sociais
Ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: reprodução)
Ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão de 140 pessoas envolvidas nos ataques do último dia 8 em Brasília, e liberou outras 60 com aplicação de medidas cautelares. Ao analisar 1.459 atas de audiências de custódia dos envolvidos, o magistrado converteu as 140 prisões em flagrantes para preventivas.

De acordo com o ministro as prisões preventivas tem evidência com crimes ligados a atos terroristas, inclusive preparatórios, associação criminosa, golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime. A previsão é de conclusão da análise de todos os casos até esta sexta-feira (20).

O ministro considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos. Segundo o magistrado, houve flagrante afronta à manutenção do Estado Democrático de Direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão.

Para os que foram liberados, Moraes impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição do uso das redes sociais, além de outras determinações como:

  • Proibição de ausentar-se da comarca;
  • Recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana com uso de tornozeleira;
  • Obrigação de apresentar-se ao Juízo da Execução da comarca de origem, no prazo de 24 horas e comparecimento semanal, todas as segundas-feiras;
  • Proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes no Juízo da Execução da Comarca de origem, no prazo de cinco dias;
  • Cancelamento de todos os passaportes emitidos no Brasil em nome do investigado, tornando-os sem efeito;
  • Suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça;
  • Proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.

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Leonardo Calazenço

Jornalista - repórter de cidades, política, economia e o que mais vier! Apaixonado por comunicação e por levar a notícia de forma clara, objetiva e transparente.