Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) mostram que 1,048 milhão de goianos que integram os grupos prioritários ainda não tomaram a vacina contra a influenza. São idosos, crianças e puérperas – os mais suscetíveis ao agravamento da doença, conforme as autoridades de saúde.
A cobertura vacinal desses grupos está em 37,15%, ligeiramente abaixo do que foi registrado no país, de 38,53%.
Em Goiás, há 4.375 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em 2026. Destes, 2.860 são de crianças menores de 9 anos. Entre os 214 óbitos contabilizados até o momento, 136 foram de idosos com mais de 60 anos, 22 de pessoas de 50 a 59 anos e 17 de pessoas de 40 a 49 anos.
Embora a imunização esteja disponível para todos, a orientação é que os grupos prioritários procurem os postos de vacinação. Após a ampliação da campanha, cerca de 57 mil pessoas receberam a vacina contra a Influenza. Desse total, 28 mil doses foram aplicadas na população em geral e 29 mil nos grupos prioritários.
Levantamento realizado em 2025 pelo Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria da Saúde mostrou que, dos 9.560 casos de Srag analisados, 1.868 foram causados por Influenza. Entre esses pacientes, mais de 77% não estavam vacinados. Os dados também apontam que, dos 700 óbitos registrados no período, 84% ocorreram entre pessoas que não haviam recebido a vacina.
A subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, Flúvia Amorim, reforçou a importância da imunização. “Nós estamos vendo, de forma preocupante, que as pessoas que mais adoecem gravemente e morrem por influenza são justamente aquelas que ainda não se vacinaram. Idosos, crianças e gestantes não podem esperar. Temos um período se aproximando com feriado e muitas festas, como a Romaria de Trindade, Copa e Festa Junina, que favorecem as aglomerações. A vacina está disponível para todos, então é importante que as famílias levem suas crianças e idosos para se vacinarem.”
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