“Essa definição do vice-governador José Eliton se deu há quase três anos. não existe plano B. Existe plano A, e o plano A é José Eliton. Ele está preparado, tem todas as credenciais para ser um bom governador”, afirmou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em entrevista ao programa VIVA VOZ, do Diário de Goiás, nesta terça-feira (5).

Questionado por Altair Tavares e Vassil Oliveira sobre a possibilidade de o PSDB ter outro candidato ao governo estadual, devido aos dados divulgados pela pesquisa da Acieg nesta terça, que aponta José Eliton com 1,2% das intenções de voto para 2018, Marconi enfatizou que não há outro possível candidato.

“Em 2005, ano que antecipou as eleições de 2006, o cenário era mais ou menos parecido. Àquela época Alcides tinha 3% e venceu as eleições no primeiro e segundo turno. Nós temos um candidato hoje com uma disposição ainda maior, que é o vice-governador, que é pouco conhecido hoje, mas já demonstrou muita habilidade, muita determinação para trabalhar, agregação de muito conhecimento. Eu não tenho dúvidas de que ele, com certeza, já empolga a base, mas empolgará a sociedade com um bom plano de governo e com o trabalho que vai realizar a partir de abril, quando vai assumir o governo no meu lugar”.

O tucano também destacou que a partir de abril até o fim de 2018, José Eliton será o governador de Goiás e que, neste período, a população poderá analisar a atuação do vice-governador à frente do Estado.

“[Ele] será provado e testado agora, a partir de abril. Ele esteve comigo em várias secretarias, teve um ótimo desempenho em todas elas. Hoje coordena o Programa Goiás na Frente, que é o maior programa do país depois da crise. Enfim, ele está preparado, ele está tranquilo, vai cumprir o papel dele, já está debatendo com os segmentos da sociedade um bom plano de governo para do Estado”, disse.

Disputa com PMDB

Perillo comentou sobre a possível polarização entre PSDB e PMDB em Goiás, como acontece há anos. Para o governador, a disputa com peemedebistas na oposição é “tradicional”.

“Acho que o PMDB é o adversário tradicional. O PMDB tem capilaridade, tem apoio em todo o interior. Todas as últimas cinco disputas foram com o PMDB. Antes de mim, as outras disputas também foram contra o PMDB. O PMDB ganhou as eleições a partir de 1982 e esse ciclo foi interrompido em 1998 [...]. É o partido que tem eleitores, tem base, tem ação no interior do estado, tem boas prefeituras, tem deputados estaduais e federais. Não tenho dúvidas de que a polarização vai se dar entre a nossa base e a base do PMDB”.

Chapa majoritária

Para a formação da chapa majoritária e escolha de nomes que disputarão as vagas tanto na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) quanto no Congresso, Marconi ressaltou que a maior dor de cabeça neste momento é considerar todos os bons candidatos que existem na base aliada.

“Esse o nosso grande desafio. Enquanto os outros candidatos não conseguem ou têm dificuldade para formar uma chapa, uma aliança, uma coligação, nós temos candidatos de sobra. A nossa grande dor de cabeça neste momento é montar a chapa majoritária. Esse é o grande desafio. Como nosso candidato não pode ser levado em consideração se a base dele tem tantos e tão fortes partidos, com tantos e tão bons candidatos? Temos uma nominata enorme para deputado estadual, para deputado federal e uma nominata enorme para o Senado. “Vamos nos esforçar, todos os presidentes de partidos, para, com muita habilidade e respeito a todos, trabalharmos uma chapa que seja a ideal e que contemple todos os nossos companheiros, que são muito valorosos”, concluiu.

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