Senador recuou na candidatura à presidência nacional do PSDB (Foto: Agência Senado)
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Após retirar sua candidatura a presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) disse que espera ver excluídos da vida partidária representantes de sua faceta fisiológica.

Questionado nesta segunda-feira (27) em reunião do diretório estadual do PSDB qual espaço terá o grupo de Aécio Neves e Marconi Perillo na nova configuração, Tasso respondeu esperar que "alguns setores do partido não tenham participação nenhuma, ou muito pouca, porque foram responsáveis por essa falta de credibilidade".

"Não estou dizendo nenhum nome específico", emendou. "Alckmin, que vai ter a liderança do partido, é que vai fazer essa definição. Nós tínhamos uma linha, vamos dizer, mais incisiva. O governador Geraldo Alckmin tem um estilo mais conciliador, mas tenho certeza de que saberá conduzir para essa credibilidade."

Tasso criticou a fala no entorno de Perillo, segundo a qual a candidatura do goiano a presidente do PSDB, da qual também abriu mão, ao menos serviu para barrar o senador cearense.

"Eu não acredito que ninguém se disponha a ser candidato somente para impedir que o outro seja. Se alguém disse isso, é de uma infelicidade tremenda, porque não tem nada a dizer", afirmou.

"Nossa candidatura não tinha o intuito de impedir nada a ninguém."

Sobre acordos para compor a nova Executiva, aventa-se que Perillo assuma a primeira vice-presidência e eventualmente herde o controle do partido se Alckmin se licenciar para disputar o Planalto no segundo semestre do ano que vem.

O senador cearense disse não ter "pleito nenhum" de cargos. "O nosso objetivo quando assumimos o partido foi devolver ao partido a sua real faceta, da honestidade, da credibilidade, do não fisiologismo, da ética, enfim, nem ser presidente do partido nunca foi o nosso propósito."

Questionado sobre críticas a suas restrições em compor alianças com outros partidos, Tasso afirmou que "isolamento pior que existe é o isolamento com o povo. Estamos desconectados da população brasileira, esse isolamento é que não podemos ter".

Ele agradeceu o diretório paulista do PSDB, seu presidente, Pedro Tobias, e os deputados federais do Estado pelo apoio e "enorme motivação".

"O partido que não seja absolutamente transparente nos dias de hoje, dias da internet, e faz as coisas escondido porque tem vergonha de se mostrar não vai sobreviver", disse.

(FOLHA PRESS)

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