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O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse hoje ser um admirador das gestões e do trabalho de renovação feito pelo governador Marconi Perillo em Goiás. “Admiro o trabalho de renovação que o governador Marconi fez em Goiás. Temos muita afinidade política e de visão sobre o País. O mais importante é que nós dois queremos a união do partido. Nenhum de nós tem vontade de lutar ou disputar contra o outro. Temos o desejo e vamos conseguir um acordo que seja para o bem do partido e do Brasil”, comentou Tasso ao final da reunião.

Em reunião com o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati na tarde desta quarta-feira (1) em Brasília, o governador Marconi Perillo oficializou sua intenção em concorrer nas eleições de dezembro que irá escolher o novo presidente do diretório nacional do partido. Durante o encontro, os dois líderes defenderam ações que culminem na união da legenda.

Durante entrevista coletiva a imprensa, o governador manifestou seu respeito e consideração a Tasso Jereissati, que considera uma das mais importantes lideranças do partido. “ (Ele) foi um referencial para a minha vida pública desde quando eu era deputado estadual e ele governador. Me apoiou em 1998 quando fui candidato a governador pela primeira vez. É um líder respeitado por todos nós. É fundador do PSDB, foi governador três vezes, transformou o Ceará e sempre foi uma referência no Congresso Nacional. Tive o privilégio de ser seu colega no Senado”.

Marconi defendeu mudanças para o fortalecendo do partido e reiterou a intenção de dirigir o PSDB. “Manifestei a ele o meu desejo antigo de contribuir com o PSDB na direção do partido. Eu disse a ele que este desejo remonta a 2007 quando Sérgio Guerra foi candidato a presidência do PSDB. Mostrei o meu desejo de trabalhar pra valer, de dedicar-me muito ao partido que já fez muito por mim. Mas ao mesmo tempo respeitando o senador Tasso como presidente do partido e uma importante liderança”.

De acordo com o governador, esta foi a primeira de uma série de reuniões que os dois deverão realizar em busca de consenso. “Eu não poderia procurar a bancada ou outros líderes do partido antes de vir aqui dizer a ele do meu desejo em colaborar com o partido como seu presidente”.

Na entrevista, o governador disse que havia tomado essa decisão (de concorrer à presidência do partido) no início do ano. “Essa ideia começou a ser amadurecida no início deste ano, se deu em razão de que até então ele (Tasso) não havia dito que seria candidato. Nós conversamos longamente e ele não disse que seria candidato. Então, eu o informei que gostaria de ser candidato”.

Tasso Jereissati e Marconi Perillo firmaram um pacto de agendar uma reunião na próxima semana para conversar mais sobre a sucessão no partido. “Já pedi uma reunião com os líderes das bancadas do Senado e da Câmara. Já conversei também com alguns colegas governadores. Mas na próxima semana vamos conversar no sentido de buscar a unidade”, informou Marconi.

O presidente interino do PSDB comentou que “se as ideias são as mesmas, nada impede que saia um nome só”. Satisfeito com o encontro, o governador declarou-se otimista com as possibilidades eleitorais do PSDB nas eleições do ano que vem. “O partido tem tudo para ganhar a eleição. Eu sou um otimista em relação a possibilidade de vitória do PSDB no ano que vem. Eu acho que nós temos a possibilidade de vitória. Mas precisamos convencer os eleitores que temos as melhores opções. Do ponto de vista regional, nós temos lideranças muito fortes, que transformaram os seus estados ao longo do tempo. Mas é preciso convergência agora, sobretudo do ponto de vista dos valores pregados pelo PSDB”.

Na entrevista, Marconi também reiterou sua convicção de que o partido deva desembarcar do governo Temer no final deste ano. “Eu disse que seria natural o desembarque agora no final do ano, quando os ministros vão se desincompatibilizar para lançar suas candidaturas.O PSDB pode apoiar as reformas e as medidas que sejam a favor do Brasil sem necessariamente precisar estar no governo. O PSDB já deu sua contribuição, não se furtou a colaborar num primeiro momento. Mas agora chegou a hora de nos dedicarmos a eleição presidencial”.

 

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