marconi doria psdbCresceu o favoritismo do governador Marconi Perillo na disputa pela presidência nacional do PSDB, afirmam nesta sexta-feira as edições dos principais jornais diários do País, que vêm acompanhando de partido a sucessão interna da legenda. Segundo as reportagens, a preferência por Marconi cresceu como resultado da defesa combinada dele e do prefeito de São Paulo, João Doria, pela permanência, até dezembro, da composição atual do diretório nacional.

As articulações são destaque na Folha de S.Paulo, no Estado de S.Paulo, em O Globo, no Valor Econômico e no Correio Braziliense. O Correio Braziliense escreve que a posição de Marconi em defesa da permanência de Aécio no comando do partido “levou os aliados de Tasso Jereissati à sensação de que talvez o presidente em exercício tenha errado a mão”.

O Estado de S. Paulo publica que Aécio Neves recebeu “acenos públicos” do governador de Goiás, Marconi Perillo, e do prefeito de São Paulo, João Doria, de que são contrários uma saída abrupta do senador mineiro do comando nacional da legenda. "Não me parece fazer sentido fazer mudanças agora, havendo uma eleição programada para início de dezembro", disse Doria, aponta o jornal. "Na minha opinião não se justifica pedir ao senador Aécio que antecipe sua saída", completou Perillo, escreve o Estadão.

As manifestações pró-Aécio de Marconi e Doria a Aécio foram destaque em O Globo, que classificou a estratégia combinada dos dois tucanos de “apoios públicos relevantes”. Informa O Globo que se depender dos dois, “que pertencem à corrente governista tucana, Aécio só sai daqui a 40 dias, quando haverá convenção nacional.”

Na avaliação da Folha de S.Paulo, as pressões pela saída de Aécio “racharam de vez o PSDB”, mesmo com a indicação do senador mineiro de que deverá deixar a presidência do partido. A Folha detalha que “Tasso operava para ser conduzido à presidência da sigla em dezembro”, contrariando a vontade de Alckmin e de outros governadores, que querem Marconi Perillo (GO) na função. O jornal informa ainda que Marconi só assumirá a tarefa, que significa conduzir a dura campanha de 2018, se tiver apoio unânime.

A articulação Marconi e Doria ganhou tanta ressonância nacional que há tucanos apostando que a manifestação de solidariedade pública a Aécio, num momento de extrema dificuldade para ele, pode resultar no apoio maciço da bancada do PSDB mineiro ao nome de Marconi para presidir a legenda.

A Folha de S. Paulo destaca ainda, que em meio ao clima de indecisão no PSDB acerca do futuro político do senador Aécio Neves, João Doria, defendeu a permanência do político mineiro na presidência nacional do partido até as convenções de dezembro, depois de se reunir com Marconi Perillo em Goiânia.

Fechando a repercussão nacional da movimentação de Marconi e Doria, o Valor Econômico ressalta que ambos se solidarizaram com Aécio Neves. “Segundo Doria, a alternativa mais adequada neste momento seria o partido aguardar as eleições internas que definirão a nova executiva nacional em dezembro”, escreveu Valor, que também destacou que para Marconi a discussão em torno da permanência de Aécio no posto é "desnecessária e inócua".

"O Aécio já ficou durante esse ano todo em meio à crise. Agora que ele retoma o mandato no Senado, faltando apenas 40 dias para terminar o mandato como presidente (do partido), não se justifica ele deixar a presidência", afirmou Marconi, na reportagem veiculada por Valor Econômico.

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