Presidente do PT Goiás, Kátia Maria.
katia maria no dg

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana alterações no financiamento de campanhas políticas, que está incluído no projeto de reforma política que tramita no Congresso. Sobre o assunto, a presidente do PT em Goiás, Kátia Maria, ressalta que o financiamento público seria um avanço e que esta é uma forma de o próprio Estado investir em democracia.

“Essa não é a reforma que o PT idealiza. Na nossa opinião, o financiamento público exclusivo de campanha era o importante, a bandeira que defendemos, porque o eleitor precisa entender que isso é um instrumento de fortalecimento da democracia. [...] É um avanço, porque o fundo público estabelece que o Estado está investindo na democracia. As pessoas às vezes criticam e falam que o fundão está tirando dinheiro do Estado para colocar na política, fazer campanha, investir em político. É importante que o eleitor entenda que de todo jeito o dinheiro sai da população”, afirmou.

Para a presidente, as determinações de valor máximo para doação também ajudam o processo eleitoral a combater a corrupção e o caixa dois, além de impedir que as empresas façam doação de recursos e queiram receber o “investimento” no futuro, principalmente com valores acima do que foi doado.

“O que vimos na campanha passada é que os candidatos endinheirados tinham seu patrimônio de milhões e poderia pegar esse patrimônio, sem critério nenhum, e colocar na campanha. Isso é desleal, é desigual para a concorrência, porque quem não tem os milhões na conta para poder colocar está vetado de fazer uma campanha igual a quem tem muito dinheiro. Então, colocar teto para o próprio candidato fazer a sua doação individual também é um avanço para o combate à corrupção, para colocar debate do projeto de forma prioritária ao invés do poder econômico sobrepondo isso”, concluiu.

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