editadaO deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) defendeu, nesta quarta (27/9), a busca de uma solução para a suspensão, por determinação judicial, das aulas na rede de Institutos Tecnológicos de Goiás (Itegos). Ex-secretário de Educação de Goiás, o parlamentar salientou que o aluno tem que ser considerado em primeiro lugar, independente do debate sobre a adoção do modelo de Organizações Sociais (OS) na rede. “Conclamo o Ministério Público de Goiás, o Poder Judiciário e a administração estadual a deixaram as diferenças ideológicas e técnicas momentaneamente de lado para se sentarem à mesa para discutir uma solução madura e responsável para esse impasse”, destacou.

Thiago, que está em seu segundo mandato na Câmara Federal, também foi, no atual governo de Marconi Perillo (PSDB), titular das secretarias de Gestão e Planejamento (Segplan) e Desenvolvimento (SED) – esta última responsável pela Rede Itego. Segundo ele, a qualificação profissional e tecnológica é um dos pilares do desenvolvimento econômico e humano. “Em nações como o Brasil, onde a demanda por formação para o mercado de trabalho é urgente, é também uma ponte estratégica, especialmente para os mais pobres, para o acesso ao emprego, à renda e à cidadania”, explicou.

O deputado goiano destacou o papel do governador Marconi Perillo que, ciente dessa realidade e com respaldo dos goianos, fez da qualificação profissional e tecnológica prioridade entre as políticas de suas quatro gestões para a Educação. “Os cursos de nível fundamental, médio e superior da Rede de Institutos Tecnológicos (Rede Itego) criada pelo Governo de Goiás complementam o ensino formal e superior e preparam milhares de goianos para o mercado todos os anos”, explicou Thiago Peixoto.

O parlamentar salientou que a Rede Itego é o segundo maior e mais diversificado sistema de qualificação para o trabalho, atrás apenas do Estado de São Paulo, a maior economia do País. “As unidades preparam os trabalhadores para as diferentes carreiras dos três setores da economia, com cursos que vão de informática básica ao ensino das belas artes. Atualmente, 30 mil goianos estão matriculados nos 18 Itegos e suas unidades descentralizadas, os Cotecs, em busca de qualificação, muitos deles com vagas à espera para o acesso ao mundo do trabalho”, detalhou.

Thiago Peixoto chama de estarrecedora e abrupta a interrupção das aulas nos Itegos, como resultado de ação impetrada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), liminarmente acatada pelo Poder Judiciário em primeira instância. “Ainda que deixemos de lado a ideologização e a judicialização da adoção da gestão compartilhada com Organizações Sociais de Educação para classificar como absolutamente legítimo o debate sobre essa ferramenta de governança, não podemos sobrepor este ao direito de milhares de cidadãos de continuarem seus cursos de qualificação enquanto o mínimo consenso sobre a polêmica não estiver edificado”, opinou.

O parlamentar, que atualmente ocupa a presidência da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, considera desoladora a cena que mostra alunos do Itego em Artes Basileu França à porta da escola, sem aulas. Ele chama a atenção para a importância do centro. “Desde que foi criado, há 16 anos, o Basileu se tornou referência internacional na qualificação profissional e tecnológica para as diferentes artes. Lá surgiu a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de Goiás, que vem comovendo plateias do mundo inteiro com o talento de crianças e adolescentes com o dom para a música. A escola vem revelando, ano após ano, goianos e goianas extremamente talentosos na dança, com destaque para o balé, nas artes plásticas e circenses, e na música. Esses meninos e meninas vêm ganhando o mundo, requisitados para as melhores escolas de cada gênero artístico em diversos países do mundo”, acrescentou.

Thiago Peixoto reconhece que o Basileu França é uma fonte plena do orgulho de ser goiano e de projetar para o mundo jovens de muito talento, assim como o são as demais unidades da Rede Itego. Segundo ele, as unidades vêm garantindo o acesso de milhares de goianos ao mundo do trabalho, preparando milhares deles para concursos públicos e estimulando o empreendedorismo e o associativismo, como é o caso do financiamento e apoio tecnológico e científico prestado pela SED a dezenas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) em todas as regiões do Estado. “Portanto, a interrupção das aulas não só tira os alunos das salas de aula, mas paralisa equipamentos, laboratórios e recursos públicos empregos no fomento ao crescimento microeconômico”, afirma.

Nesse sentido, ele pede bom senso aos lados envolvidos no processo para que possam dialogar. De acordo com Thiago Peixoto, é preciso encontrar “um caminho que assegure a continuidade das aulas e dos investimentos enquanto se discute e avalie as premissas do chamamento público. Como ex-secretário do governo Marconi Perillo, eu tenho a plena convicção de que a SED sanará todas as dúvidas da Promotoria e do Judiciário, permitindo o restabelecimento das aulas e o fim das comoventes cenas de crianças e adolescentes sem aulas”, finalizou.

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