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O posicionamento do governador Marconi Perillo sobre a participação do PSDB no governo do presidente Michel Temer (PMDB) volta a ter destaque na imprensa nacional. O jornal O Globo traz ampla reportagem com Marconi, na qual ele afirma que a saída dos tucanos da administração do peemedebista será "natural e elegante".

Marconi foi entrevistado pela correspondente do jornal em Buenos Aires, Janaína Figueiredo, que informa que o governador concedeu a entrevista “num breve intervalo de sua agenda de reuniões com autoridades do governo argentino”, um dos roteiros da missão comercial ao Cone Sul. Marconi defendeu decisão do PSDB de permanecer na base aliada do governo Temer, mas antecipou que a saída acontecerá de forma “mais elegante e natural” no final deste ano.

“O PSDB foi o principal partido, o protagonista do impeachment... Não se pode colaborar e de repente cruzar os braços e dizer que o problema não é comigo. O PSDB se dividiu ao meio sobre a manutenção ou não do apoio ao presidente... até o final do ano os ministros todos vão desembarcar do governo porque serão candidatos e dificilmente o PSDB voltará a ter nomes participando do governo. Vai ser uma saída mais elegante, menos traumática e mais natural”, disse.

Na entrevista a O Globo, Marconi afirmou que “a partir de janeiro de 2018 o PSDB vai se envolver exclusivamente com o seu projeto de país”. Ao analisar o cenário pré-eleitoral e político brasileiro, Marconi mostrou-se confiante de que seu partido encontrará “uma boa equação” para definir o candidato à Presidência no ano que vem.

Na entrevista, o tucano evitou confessar sua preferência e assegurou que “vamos chegar à escolha do candidato à Presidência como sempre chegamos, consensualmente”. Fiz o jornal que, no entanto, ao longo da conversa, lembrou que em sua campanha para a prefeitura de São Paulo João Doria comprometeu-se a apoiar uma eventual candidatura presidencial do governador do Estado, Geraldo Alckmin. “Os dois nomes de São Paulo são excelentes e tenho certeza de que prevalecerá o bom senso e teremos uma candidatura definida por um ou outro critério”, declarou o governador, em entrevista na embaixada do Brasil.

A correspondente ainda indagou Marconi sobre as especulações em relação a uma eventual saída de Doria do partido para disputar a Presidência por fora do PSDB, Ele foi enfático: “Não acredito que o prefeito Doria saia do PSDB, eu descarto”. Na entrevista Marconi reiterou várias vezes que “são dois quadros excelentes” e destacou sua antiga amizade com ambos. Mas mostrou uma inclinação por Alckmin.

“Existe aquele compromisso feito por ele (Doria) de apoio ao Geraldo... teremos de ter sabedoria para chegar a uma boa equação. Não vou adiantar minha posição. Se eu for presidente do PSDB terei de trabalhar pela unidade — afirmou Marconi, que disse só cogitar a possibilidade de presidir o partido se sua escolha ‘for por consenso’”, disse. O tucano destacou ainda a sua longa vivência partidária no PSDB: “Tenho 23 anos de tucanato, seis mandatos em exercício... acho que teria legitimidade para ocupar o cargo, mas não vou disputar cargos dentro do PSDB”.

Por fim a reportagem de O Globo destaca a liderança que o governador goiano exerce nos estado do Centro-Oeste brasileiro: Marconi já passou por Montevidéu e estará em Assunção. O objetivo do governador é dar visibilidade aos Estados do Centro do Brasil que, segundo ele destacou, são os que mais estão mostrando um bom desempenho da economia neste momento. Em 2017, afirmou, Goiás crescerá 2,2%.

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