Presidente do PMDB Goiás, Daniel Vilela. (Foto: Beto Barata/EBC)
daniel vilela foto beto barata ebc

Presidente do PMDB de Goiás, o deputado federal Daniel Vilela tem promovido reuniões no interior do Estado com o objetivo de ouvir os peemedebistas sobre anseios e sugestões para as eleições de 2018. Com isso, a expectativa é de que haja fortalecimento interno do partido, para que, em seguida, sejam formadas alianças.

“O PMDB está fazendo seu dever de casa, promovendo discussão interna, ouvindo a base partidária em todo o estado. Desde o início do ano temos promovido encontros regionais, acredito que mais três ou quatro encontros teremos fechado todos os municípios goianos e ouvido todos os diretórios do Partido. Depois vamos estabelecer uma nova etapa de construção de um projeto, de conversas mais objetivas em relação às alianças partidárias, enfim. Seguir um cronograma normal e, ao meu ver, razoável para o momento que ainda estamos, pré-eleição”, informou em entrevista à Rádio Vinha FM.

Sobre a escolha do candidato ao governo estadual, o presidente disse que não existem critérios pré-definidos e que é necessário fazer uma leitura do cenário, além de entender o perfil de político que a população deseja.

“É muito complicado estabelecer critérios e estar sempre querendo determinar o que um ou outro partido deva fazer, porque cada um tem sua autonomia, sua responsabilidade, sua importância. Então, vamos tentar através do diálogo, o mais rápido possível, mas dentro de um momento adequado fazer essa escolha”.

Aliança com PT

Questionado sobre uma possível aliança com o PT - que já foi praticamente descartado pela presidente do partido em Goiás, Kátia Maria -, Daniel Vilela reforçou que é fundamental a união das siglas de oposição no Estado para que haja a alternância de poder.

“Eu tenho um relacionamento excepcional com os líderes do PT em Goiás, são figuras importantes do nosso Estado, representativas, de grande relevância no cenário político. Eu tenho defendido isso, inclusive já manifestei publicamente, que queremos construir um projeto de oposição, que efetivamente propõe a mudança do grupo político de Goiás, precisamos estar desprovidos dos nossos problemas e divergências pessoais entre os partidos e unir todos aqueles que queiram participar dessa oposição, incluindo o PT e qualquer outro partido. É nesse sentido que eu tenho colocado, a necessidade de ampliar ao máximo, sem nenhum tipo de discriminação partidária”, concluiu.

Leia entrevista na íntegra:

O que o PMDB está fazendo para estruturação de campanhas?

O PMDB está fazendo seu dever de casa, promovendo discussão interna, ouvindo a base partidária em todo o estado. Desde o início do ano temos promovido encontros regionais, acredito que mais três ou quatro encontros teremos fechado todos os municípios goianos e ouvido todos os diretórios do Partido. Depois vamos estabelecer uma nova etapa de construção de um projeto, de conversas mais objetivas em relação às alianças partidárias, enfim. Seguir um cronograma normal e, ao meu ver, razoável para o momento que ainda estamos, pré-eleição.

Porque as conversas partidárias precisam ser feitas depois?

Temos uma legislação eleitoral que estabelece o momento das convenções, o momento de definição em relação às candidaturas. Acho que este é o momento de muita conversa, muito diálogo, de conversar com outros partidos, mas de se fortalecer internamente, se preparar internamente, de construir chapas proporcionais, mesclando as boas experiências que o partido tem, somando a novos líderes que surgem em todo o estado. É isso que temos procurado fazer dentro do partido. Isso, inclusive, é algo que não ocorreu nas últimas eleições estaduais. O partido deixou para discutir, promover encontros, tentar minimamente ouvir a base já às vésperas das eleições. Isso trouxe muito prejuízo. Nosso partido se antecipou a isso. Na eleição municipal também agimos desta forma, assim que assumimos o diretório, essa nova executiva já começou o diálogo com todos os municípios, descobrimos candidatos nas eleições municipais e também assim fizemos neste ano, pré-eleição estadual.

O que os peemedebistas do interior têm dito ao Diretório Regional?

De tudo um pouco. As discussões estão abertas. O objetivo desses encontros, na verdade, é ouvir mais nossos líderes, nossos mandatários. Acho que isso é mais importante, invertendo essa lógica histórica de sempre se reunir para que poucos falem e a grande maioria ficar apenas participando como ouvinte. O que temos observado é, primeiro, uma maturidade do partido no sentido de que é preciso ampliar alianças, que as alianças das últimas eleições não foram suficientes para que nos desse competitividade e pudéssemos ter vencido as eleições. Isso é algo bem evidente, essa necessidade de ampliar nossas alianças partidárias. E uma grande maioria defendendo a candidatura própria do partido, vendo que é o momento, depois de 20 anos, de o PMDB apresentar um novo projeto para Goiás, uma nova prática política, administrativa, de construir isso com muitas mãos, ouvindo especialistas, ouvindo a população em relação às suas dificuldades. Esses encontros têm sido muito produtivos para todos. Isso terá como consequência um grande projeto, que o PMDB irá liderar e apresentar em 2018.

Porque o PMBD não participou da reunião da oposição, que contou com 11 partidos?

O PMDB sempre disse a todos os partidos que é um momento de discussão interna, de fortalecimento interno, e isso nós temos feito. Acho que é importante os partidos, que hoje se manifestam como integrantes da oposição em Goiás, muitos deles provavelmente não farão parte da oposição, isso é interessante para todos nós, é importante para que a gente possa ir fazendo exatamente o desejo do PMDB, de ampliar as alianças partidárias. Alguns partidos historicamente estiveram na oposição, com o PPL, o PSTB, outros estão se tornando agora e dizem que vão compor essa aliança de oposição. Nós esperamos que isso, de fato, seja ampliado. Agora, é preciso também identificar e ir atrás de outros partidos de médio porte, partidos maiores que fazem parte, inclusive, da base do governo, mas que querem construir um novo momento para Goiás, participar da construção desse novo projeto.

Quais partidos você se refere quando diz que alguns partidos vão sair da oposição?

Nós temos conversado com as direções dos partidos, PR, PSB, e deputados que estão participando, que somam muito a esse projeto, mas estão claramente em uma possibilidade real de deixar seus partidos. Entendemos que há necessidade de conversar institucionalmente com esses partidos para que eles venham fazer parte da aliança, além dos deputados que queiram também assumir esse posicionamento. Então, tudo isso soma e tudo vai acontecer ainda em um momento distante, mais próximo das eleições.

Qual o prazo para definição de candidatura?

Não penso que seja às vésperas das eleições, é preciso ter uma definição um pouco antecipada para que tenhamos um planejamento eleitoral mais adequado. Acho que temos que ir conversando para encontrar esse tempo. Não pode ser, na minha opinião, em junho ou julho do ano que vem, mas também não dá para acreditar que essa definição vai ocorrer nos próximos meses. Eu acredito que no início do ano que vem é um prazo razoável, quando teremos um cenário eleitoral mais configurado e com condições melhores para essas definições.

Quais critérios poderão pesar?

Essa decisão não passa por critérios objetivos. É uma equação muito difícil de fechar. É preciso fazer uma leitura do cenário fria e racional, entender o perfil do projeto e das pessoas que os goianos querem para estar à frente e liderar o Estado a partir de 2019, e tomar essas decisões. É muito complicado estabelecer critérios e estar sempre querendo determinar o que um ou outro partido deva fazer, porque cada um tem sua autonomia, sua responsabilidade, sua importância. Então, vamos tentar através do diálogo, o mais rápido possível, mas dentro de um momento adequado fazer essa escolha.

Como fica a construção de aliança com o PT?

Eu tenho um relacionamento excepcional com os líderes do PT em Goiás, são figuras importantes do nosso Estado, representativas, de grande relevância no cenário político. Eu tenho defendido isso, inclusive já manifestei publicamente, que queremos construir um projeto de oposição, que efetivamente propõe a mudança do grupo político de Goiás, precisamos estar desprovidos dos nossos problemas e divergências pessoais entre os partidos e unir todos aqueles que queiram participar dessa oposição, incluindo o PT e qualquer outro partido. É nesse sentido que eu tenho colocado, a necessidade de ampliar ao máximo, sem nenhum tipo de discriminação partidária.

Ter um presidente da República, mas com baixa avaliação é bom ou ruim?

Acho que essa história de popularidade, às vezes, não pode ser interpretada e levada a cabo dessa forma. Os governantes, às vezes, tomam medidas impopulares, que não são desejadas pela população e acabam sofrendo com esses índices de popularidade. Mas acredito que o presidente tem tomado decisões importantes, na economia principalmente, que tem reagido, e as consequências dessas importantes medidas para o país vão fazer com que, lá na frente, sejam reconhecidas pela população e, consequentemente, aumentar a popularidade do presidente.

A proximidade de Marconi Perillo e José Eliton com prefeitos do PMDB por conta do programa Goiás na Frente incomoda o partido?

Não, acho que todos os prefeitos têm o dever e a obrigação de conversar, dialogar e fazer com que o Estado também cumpra com suas responsabilidades e obrigações. Eu vejo, por exemplo, uma necessidade enorme dos municípios em relação à segurança pública, que é de responsabilidade do Estado. Goiás tem há algum tempo os piores índices de criminalidade da sua história e o governo não reage, tenta tomar medidas paliativas ao invés de fazer o que é necessário e fundamental para a solução desses problemas, e isso passa por uma boa relação com os municípios, além de outras áreas. Hoje estamos vendo também algo que é alarmante e mostra o descaso de um governo de propaganda, que é a questão hídrica. Já se inaugurou uma barragem três vezes dizendo que pelos próximos 40 anos não faltaria água em Goiás, e pouco meses depois dessa última inauguração nós estamos vendo o caos na capital e Região Metropolitana com a falta de água.

Iris Rezende seria mais partidário da candidatura de Caiado do que a sua?

Não. Isso não pode ser colocado na boca e nos pensamentos do prefeito Iris. Ele já disse, de forma enfática em diversas oportunidades, que está focando na administração municipal. Todos sabem da responsabilidade e dedicação que ele tem quando assume seus compromissos. Eu não tenho a menor dúvida de que no momento oportuno e adequado, ele irá se manifestar. Ele estará acompanhando a decisão do partido que ele construiu, que ele é o maior líder político. Ele estará ao lado.

Leia mais:

 

 

 

Contato com a redação:
(62) 9 9820-8895

BUSCA