Foto: Luciana Lombardi
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial que eleva a morbimortalidade. Frequentemente associada a outras comorbidades, pode manifestar-se de forma assintomática e é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares. Sua prevalência atual é de 32,5%[1] da população brasileira (cerca de 36 milhões de pessoas), acometendo jovens (um a cada dez) e adultos (um a cada três). Esses indivíduos estão mais propensos a desenvolver problemas cardiovasculares súbitos como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio (IAM), levando ao aumento do índice de internações e consequente oneração dos serviços de saúde.

Todos esses inúmeros fatores estão associados a sua origem, entre eles: a obesidade, já que a pressão arterial é diretamente proporcional ao peso do indivíduo e esse fator em crianças está intimamente ligada ao excesso de peso; genéticos - ter pais hipertensos favorece o surgimento; sexo e etnia - os últimos estudos sugerem maior incidência em mulheres negras e menor em índios e indivíduos da raça amarela; idade -  quanto mais velho, maior probabilidade e hábitos de vida modernos: dia a dia acelerado, sedentarismo, dieta rica em sódio, estresse e ansiedade excessiva são um risco para o hipertenso.  

Existem ainda as causas secundárias como desordens hormonais - hipo ou hipertireoidismo, hipercortisolismo, acromegalia, feocromocitomas – e excesso de álcool, que quando tratadas, normalizam a pressão. Vale dizer que já é de reconhecimento clínico que a síndrome da apneia e hipopneia do sono (SAHOS) possuem íntima relação com a elevação da pressão durante o sono, sendo considerado um caso de hipertensão reversível.

Devido ao seu caráter obscuro, a pressão arterial pode lesionar órgãos alvo e ser diagnosticada somente em um momento de emergência hipertensiva, quando os níveis ultrapassam qualquer bloqueio homeostático do organismo e pacientes apresentam desde edema agudo de pulmão ao temível acidente vascular encefálico (AVE). E digo, acredita-se que metade desses eventos sejam desencadeados pela hipertensão arterial sistêmica.

Apesar de todo esse quadro, existem alternativas para o combate à hipertensão arterial. O tratamento alia terapia não medicamentosa - redução do peso, reeducação alimentar, prática de atividades físicas, redução do consumo de álcool e tabaco, controle do estresse – à terapia medicamentosa - diuréticos, vasodilatadores, bloqueadores adrenérgicos - que somente o médico poderá prescrever. Que tal aproveitar esse restinho de ano e colocar em dia o seu check up médico?

 

*Frederico Nacruth é médico cardiologista. Atua em Goiânia no Hospital Encore, Instituto do Aparelho Digestivo (IAD) e Clínica Nutrê. Especializado nas áreas de diagnóstico e clínica com a chancela dos principais centros cardiológicos da América Latina: Grupo Fleury, Hospital do Coração (HCor), Hospital Santa Catarina, Hospital Israelita Albert Einstein, Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – todos cursados em São Paulo -, tem como foco prestar um atendimento personalizado e humanizado em todas as etapas, desde a prevenção à intervenção de emergência.

Contato com a redação:
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