Lais Marques Fernandes Vieira é bióloga, pós graduada em Tecnologias Aplicadas ao Ensino de Biologia pela UFG, e é mestranda em Recursos Naturais do Cerrado, UEG.
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O que eu entendo de conservação ambiental? Talvez seria um pouco diferente do que você entenda, talvez não. Conservar é manter o que existe, ou seja, manter o ambiente equilibrado que ainda existe e ter atitude para recuperar o que foi degradado.

O mais engraçado é que sempre temos aquela voz que diz que “está errado desperdiçar água”. Mas como num ringue, vem o diálogo de nossa consciência que tenta nos convencer que não. Não precisamos tomar um banho demorado, ainda não estamos merecendo. Mesmo que o dia tenha sido cansativo.

Não precisamos dessas desculpas internas, precisamos é de estimular nossa capacidade de agir. É difícil, eu sei, mas é preciso! Racionamentos, calor demasiado, problemas renais e ainda continuamos calçando todo o nosso quintal. Derrubamos árvores para construir prédios ditos ecologicamente corretos, e ainda temos a mentalidade de que é normal colocar fogo nas folhas do quintal ou da rua, sumindo com aquilo que consideramos sujeira. Mas calma, podemos e devemos recuperar primeiramente o equilíbrio de nosso ambiente interno. Não podemos deixar a preguiça nos consumir.

Culpamos as grandes empresas pelos danos causados ao meio ambiente, mas nos esquecemos que ainda somos a maioria, e que se eu apenas deixar de por fogo no meu lixo, ou se varrer a minha calçada – um exercício gratuito – à ter que lavá-la, estou poupando talvez ainda para o meu futuro.

Outra coisa que me perturba quando o assunto é conservação ambiental é aquela que preza pelo equilíbrio, o verde, o sustentável e o uso indiscriminado de agrotóxicos, veneno mesmo! Já imaginou que a água pura está acabando, as fontes secando e o índice de veneno na água também está aumentando? Além de ter as reservas cada vez mais reduzidas para o consumo, ela ainda está vindo ainda mais concentrada em venenos. Venenos que matam devagar, aí quando alguém tenta consumir alimentos ditos “saudáveis” e não investiga a procedência, nem estimula o pequeno produtor a adotar práticas agroecológicas, simplesmente aceita pagar barato por um produto que sairá caro.

Sabe, quando escrevo de conservação ambiental me vem tantas idéias, mas nenhuma se ausenta do modo de viver, do equilíbrio, usar apenas o que é preciso. Ainda temos muito o que aprender. E o tempo não espera, enquanto isso penamos. Agora nos resta tomar atitudes das quais a voz da consciência sempre nos alertou: é hora de plantar, de diminuir o uso de veneno, de respeitar as Áreas de Preservação Permanente, de não desperdiçar. Ainda é hora!

Lais Marques Fernandes Vieira é bióloga, pós graduada em Tecnologias Aplicadas ao Ensino de Biologia pela UFG, e é mestranda em Recursos Naturais do Cerrado, UEG.

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