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Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. (Foto: Alan Marques/Folhapress)
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A reforma da Previdência é fundamental para o equilíbrio da economia, com consequências favoráveis para a desinflação, queda dos juros e recuperação sustentável da economia brasileira, disse nesta terça (30) o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Em evento em São Paulo, ele citou cenário básico para o crescimento econômico entre 2,5% e 3% neste ano, conforme projeções de mercado, e frisou que há espaço para crescer usando a grande capacidade ociosa das empresas.

Goldfajn ressaltou que o risco a impactar a trajetória do juro básico da economia brasileira seria uma combinação de uma frustração das expectativas de continuidade das reformas, em meio a um movimento de reversão do cenário internacional.

Ele disse ainda que a inflação se manteve comportada mesmo sem a reforma previdenciária ao longo de 2017 em razão de outras reformas importantes que foram feitas e também do crescimento global favorável.

"O cenário internacional é benigno, mas não podemos contar isso pra sempre", disse.

Do lado positivo, ele disse que o risco é a inflação se manter abaixo da meta.

A meta de inflação estabelecida pelo BC para este ano é de 4,5%, caindo para 4,25% no ano que vem e 4% em 2020.

Criptomoedas

O presidente do BC voltou a criticar as criptomoedas, ressaltando que novas tecnologias são bem-vindas, mas que essas moedas podem ser instrumentos de bolha ou especulação.

"Alertamos que não há garantia do Estado ou do Banco Central", disse.

Segundo ele, é preciso que o investimento seja avaliado, pois é bastante especulativo.

"Ouvi que nos EUA há casos em que se hipoteca a casa para comprar moeda. Não é por aí", disse. (Folhapress)

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