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Balanço fiscal foi apresentado nesta segunda, 22. (Foto: Thaís Dutra)
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O Estado apresentou nesta segunda-feira (22) o balanço fiscal de 2017. Apesar de haver um aumento na arrecadação de 11,7% acima da expectativa da Secretaria da Fazenda de Goiás (Sefaz) no ano passado, que resultou em receita total de R$ 23,7 bilhões, o destaque do balanço foi o déficit previdenciário, de mais de R$ 2 bilhões. Durante entrevista coletiva, o governador Marconi Perillo (PSDB) ressaltou a necessidade da aprovação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional.

“Nos surpreendeu porque a gente pensava em um déficit previdenciário de R$ 1,960 bilhão, e foi de R$ 2,090 bilhões, três vezes mais que em 2011. Ou seja, triplicou. Por isso que eu defendo o tempo inteiro a Reforma da Previdência, porque se há um problema nacional gravíssimo hoje com a previdência da União, esses movimentos também avançaram muito nos estados. [...] Enquanto não tivermos uma medida que possa conter esses déficit os estados quebram. Porque o grande gargalo chama-se previdência. Apesar disso aí, ainda obtivemos um primário superior a R$ 700 bilhões. Imagina se não tivéssemos que gastar R$ 2,090 bilhões para cobrir déficit previdenciário? Esse dinheiro todo era para ser investido em saúde, educação, segurança, infraestrutura. Essa é a parte mais grave, e não é de responsabilidade do governo estadual esse déficit, não é nosso. A legislação é aprovada em Brasília, é compulsório, nós somos obrigados a cumprir o que está estabelecido na Constituição e nas leis. Então, não é algo que dependa de um esforço de plano de austeridade, não depende nada de nós, é rigorosamente de responsabilidade do Congresso Nacional, que aprova as emedas e as regras todas”, afirmou.

Além disso, foram apresentados dados sobre investimentos. Segundo o Estado, em 2017 foram investidos R$ 1,270 bilhão, enquanto em 2016 foram aplicados R$ 520 milhões em Goiás. O secretário da Fazenda, João Furtado Neto, ressaltou que Goiás tem muito o que comemorar.

“Nós podemos comemorar porque vivemos em um país em que três dos principais estados da federação estão em busca de auxílio do governo federal para o fechamento de suas contas, para o pagamento do 13º dos funcionários, para pagamento da folha salarial dos funcionários. Vou citar o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Diferentemente desses grandes estados brasileiros, ricos, que alguns têm petróleo, Goiás só tem a riqueza do nosso povo, a vontade de trabalhar e o agronegócio [...]. Nosso estado, com muito trabalho, comemora números positivos, metas superadas, números de crescimento do PIB, números de crescimento da nossa economia, números de geração de empregos, pagamentos de dívidas”, disse.

Bons números

Somando a soma das receitas e despesas, excluindo o pagamento da dívida, o resultado primário teve superávit de R$ 700 milhões. A meta estipulada pelo Estado, na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 era de R$ 500 milhões. O governo também reduziu o endividamento e na dívida consolidada foi registrada queda. Em 2016 o fechamento foi de 0,95 em 2017, de 0,92, ou seja, abaixo do limite máximo permitido por lei.

 

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