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O lucro líquido ajustado do Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, subiu 7,8% no terceiro trimestre do ano, para R$ 4,8 bilhões, na comparação com mesmo período de 2016, informou nesta quarta-feira (1º) a instituição.

Em relação ao segundo trimestre de 2017, a alta foi de 2,3%.

A despesa com provisões para crédito duvidoso -montante que o banco reserva para caso de calote- caiu 23,1% sobre os três meses anteriores e 33,4%, ante o terceiro trimestre do ano passado.

"Essa tendência de queda deve continuar e pode nos permitir chegar ao final de 2018 com indicadores próximos aos menores níveis históricos", afirmou Alexandre da Silva Glüher, diretor executivo e vice-presidente do Bradesco.

O movimento acompanha a queda no índice total de inadimplência acima de 90 dias, que fechou setembro em 4,8%, 0,6 ponto percentual abaixo de um ano antes.

"A tendência é que a inadimplência continue sob controle e até melhore, o que nos dá confiança de que poderemos partir para novos ciclos", afirmou Carlos Wagner Firetti, diretor de relações com o mercado do Bradesco.

O índice só não recuou para grandes empresas, passando de 1,52% em junho deste ano para 1,8% em setembro.

O banco viu ainda suas receitas com prestação de serviços subirem 5% sobre o mesmo período de 2016, para R$ 7,8 bilhões. As maiores altas foram para os serviços de assessoria financeira (51%), custódia e corretagem (13,4%) e administração de fundos (13%).

A carteira de crédito do banco, no entanto, recuou pelo quarto trimestre consecutivo. No fim de setembro, as operações do Bradesco totalizavam R$ 486,86 bilhões, queda de 1,4% na comparação trimestral e de 6,7% ano a ano.

A receita com operações de crédito foi a única entre os serviços a cair, 6,4%, no terceiro trimestre do ano, ante 2016.

"A evolução do volume de crédito é um desafio", afirmou Glüher.

O segmento de pessoa física apresentou alta de 0,1% na comparação trimestral e de 0,7% na anual.

O melhor desempenho foi para a linha de crédito pessoal consignado, que subiu 11,6% ano a ano, mas o financiamento imobiliário também cresceu 5%. O crédito para veículos registrou alta de 2% no trimestre, mas queda de 3,2% ante o ano anterior.

A carteira para pessoa jurídica não esboçou a mesma reação, com queda trimestral de 2,1% e anula de 10,3%. O maior impacto negativo foi entre micro, pequenas e médias empresas, para quem o empréstimo despencou 17,8% na comparação ano a ano.

Grandes empresas registraram queda de 6,8% no período.

A contração nos empréstimos atingiu a margem financeira, que mede o ganho do banco nas operações de empréstimos e já desconta a provisão para calote, com redução de 13,7% ante o terceiro trimestre de 2016.

Enxuto

Por outro lado, as despesas administrativas e de pessoal caíram 3,9%, na mesma base anual, para R$ 9,8 bilhões, puxadas pela queda de 2,7% nos gastos com pessoal no terceiro trimestre do ano ante o segundo.

Em julho, o Bradesco lançou um PDVE (Plano de Desligamento Voluntário Especial), com a adesão de 7,4 mil funcionários e custo total de R$ 2,3 bilhões. O efeito anual estimado nas despesas de pessoal é uma redução de R$ 1,5 bilhão.

"Boa parte já saiu até o mês de setembro, mas um montante razoável ainda deve deixar o banco até o fim do ano", afirmou Glüher.

O Bradesco, que no ano passado concluiu a integração do HSBC, comprado um ano antes, vem gradualmente ajustando sua estrutura.

Entre o segundo semestre do ano e o terceiro foram fechadas 223 agências. Em relação ao ano anterior, houve enxugamento de 492 agências.

"Os ajustes na rede continuarão ocorrendo, e, se necessário, vamos adequar nossa estrutura para atender as necessidades dos clientes", disse Glüher. (Folhapress)

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