O ataque com van em Barcelona nesta quinta-feira (17) aumentou a aversão a risco nos mercados mundiais e fez o dólar encostar novamente em R$ 3,18, depois de dois dias de baixa. A Bolsa brasileira também refletiu a maior inquietação dos investidores e recuou, após quatro altas seguidas.

O dólar comercial teve alta de 1,01%, para R$ 3,179. O dólar à vista, que fecha mais cedo, se valorizou 0,11%, para R$ 3,169.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, recuou 0,90%, para 67.977 pontos.

Pela manhã, os investidores acompanharam dados do IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, que subiu 0,25% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.

Em nota, Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs, afirmou que o crescimento da economia brasileira deve continuar fraco e volátil ao longo de 2017 devido às grandes incertezas políticas e por um número de fatores estruturais.

Mas o foco dos investidores mudou após o ataque em Barcelona, que aumentou a percepção de risco. O dólar, que operava na casa de R$ 3,15, subiu para R$ 3,17. Na máxima, a moeda americana tocou em R$ 3,183.

"O atentado terrorista piorou o humor do mercado na parte da tarde. Mais cedo, as Bolsas estavam cautelosas à espera da ata do BCE (Banco Central Europeu), após o banco central americano indicar na quarta que não tem pressa para aumentar os juros", avalia Pedro Galdi, analista chefe da Magliano Corretora.

O ataque também azedou ainda mais o humor das Bolsas americanas e do Ibovespa. Os principais indicadores acionários dos EUA caíram mais de 1% -o índice da Nasdaq recuou quase 2%.

A Bolsa brasileira, que já registrava uma espécie de realização de lucros, intensificou a queda. O Ibovespa vinha de quatro altas seguidas.

O CDS (credit default swap), termômetro de risco-país, avançou 3,70%, para 206,7 pontos. O índice vinha de um alívio de quatro dias.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam em alta. A taxa do contrato para janeiro de 2018 subiu de 8,110% para 8,120%. A taxa para janeiro de 2019 avançou de 8,050% para 8,110%.

Ações

As quedas do Ibovespa foram encabeçadas pela JBS, que recuou 4,14%.

As ações da Petrobras fecharam com sinais opostos, apesar da alta dos preços do petróleo. As ações mais negociadas da estatal caíram 0,61%, para R$ 13,05. Os papéis com direito a voto subiram 0,15%, para R$ 13,60.

A mineradora Vale terminaram em baixa, apesar da alta de 3,34% dos preços do minério de ferro. Os papéis ordinários da Vale caíram 1,67%, para R$ 31,20. Os papéis preferenciais perderam 1,41%, para R$ 29,31.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco perderam 0,80%. Os papéis preferenciais do Bradesco recuaram 0,83%, e os ordinários tiveram baixa de 1,34%. As ações do Banco do Brasil tiveram desvalorização de 1,76%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil caíram 2,92%, a segunda maior baixa do Ibovespa. (Folhapress)

 

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