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Emmanuel Macron. (Foto: Reprodução/Facebook)
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Em um discurso de aproximadamente uma hora, depois do qual foi aplaudido de pé, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou no Fórum Econômico Mundial que "a França está de volta" e atenderá "ao chamado da Europa".

Macron falou na tarde desta quarta-feira (24), poucas horas após a chanceler alemã, Angela Merkel, e fez uma defesa ainda mais enfática do multilateralismo e da União Europeia.

"O novo ordenamento global precisa ser baseado no multilateralismo", disse Macron, que destacou como seu principal objetivo "fazer uma França mais competitiva e inovadora em uma Europa empoderada, que é o único caminho para uma França forte".

Ao comparar a Europa com os EUA e a China, o presidente francês salientou uma combinação "única". "Nosso DNA, nossa visão, em termos da relação entre liberdade, justiça, igualdade e direitos individuais, é única. Você só tem esse balanço na Europa."

"Você tem muitos direitos individuais nos EUA, mas nossa abordagem em igualdade é bem diferente", continuou Macron. "E você não tem a mesma abordagem de direitos individuais na China, isso é evidente."

"Precisamos de mais ambição", disse Macron, "para termos uma Europa mais soberana, democrática e poderosa". Como já fez em discursos passados, Macron voltou a defender uma "refundação da Europa".

Mudanças climáticas

Ponto central em sua estratégia de renovar a imagem global da França, o tema das mudanças climáticas surgiu logo no início do discurso de Macron em Davos, com uma piada.

"O mais óbvio paradoxo quando você chega aqui é estar falando de globalização em um lugar que está quase isolado do resto do mundo pela neve", disse o francês.

"E certamente em Davos, chegando neste prédio, pode ser difícil acreditar em aquecimento global", afirmou, completando com uma alfinetada no presidente americano, Donald Trump: "Obviamente e felizmente, você [Klaus Schwab, diretor executivo do fórum] não convidou ninguém cético sobre aquecimento global neste ano", arrancando risos da plateia.

Em meio ao frio extremo que castigou os EUA nos meses de dezembro e janeiro, o presidente americano disse que poderia ser bom um pouco de aquecimento global. No ano passado, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, em uma decisão fortemente criticada internacionalmente.

Macron lembrou de seu compromisso de fechar todas as usinas de carvão da França até 2021, seu último ano de mandato. Ele afirmou que pretende "fazer da França um modelo contra a mudança climática". "Precisamos parar de opor combate às mudanças climáticas e competitividade. Os talentos vão vir para onde é agradável morar."

O presidente francês defendeu ainda a criação de um órgão no âmbito da zona do euro para o financiamento de "iniciativas verdes". (Folhapress)

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