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O Parlamento da Catalunha se reuniu nesta quarta-feira (17) pela primeira vez desde a sua dissolução forçada e as eleições antecipadas de 21 de dezembro. Em meio ao embate com o governo central, os deputados têm dez dias úteis para nomear e votar o novo presidente dessa região espanhola.

Madri teme que os deputados voltem a escolher o ex-presidente separatista Carles Puidgemont, hoje foragido em Bruxelas. Partidos separatistas já estão de acordo quanto a essa nomeação, que o governo espanhol planeja contestar na Justiça.

Segundo o regulamento do Parlamento catalão, Puigdemont precisa discursar presencialmente quando se apresentar ao cargo -algo improvável, pois o ex-presidente deve ser detido caso retorne a Barcelona.

Separatistas sugerem que ele faça seu discurso a distância, provavelmente por Skype, mas o próprio comitê legal do Parlamento catalão desautoriza essa saída, vista como irregular.

O possível retorno de Puigdemont preocupa o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. O ex-presidente catalão, afinal, esteve por trás do plebiscito independentista de 1° de outubro, com 43% de participação e 90% dos votos a favor da separação.

Aquela consulta abriu a crise mais grave da história recente espanhola e levou o Madri a dissolver a administração catalã e antecipar as eleições.

Após o plebiscito, o Parlamento catalão declarou a sua independência de maneira unilateral. Em resposta, o governo espanhol acusou líderes separatistas, entre eles Puigdemont, de crimes incluindo rebelião, sublevação e uso irregular de verba.

Puigdemont fugiu para Bruxelas, de onde segue com sua campanha. Ele disse nesta quarta-feira por meio de seu porta-voz estar disposto a voltar "no mesmo minuto" em que as autoridades espanholas deem garantias de que não será detido.

O embate entre Rajoy e Puigdemont deve se agravar caso o catalão seja de fato eleito outra vez pelo Parlamento. Ao recorrer à Justiça, o governo espanhol será acusado de intervir demais na política regional.

Apesar dos esforços de Rajoy, os separatistas venceram o pleito de dezembro. Os três partidos Juntos pela Catalunha, Esquerda Republicana e Candidatura de Unidade Popular têm 70 dos 135 assentos do Parlamento -o suficiente para eleger Puigdemont.

Laços amarelos

A primeira reunião do Parlamento catalão, iniciada às 11h (às 8h em Brasília), foi acompanhada com ansiedade no restante do país. Após a posse, legisladores elegeram o secessionista Roger Torrent como presidente da Casa. Os três deputados que estão hoje detidos pelo governo central espanhol puderam delegar o seu voto, desafiando Madri.

Os oito legisladores ausentes -detidos ou foragidos- foram aplaudidos quando seus nomes foram anunciados, na hora do voto.

Laços amarelos, símbolos do protesto às detenções, foram colocados em seus assentos. Além de Puigdemont, não puderam comparecer políticos como Oriol Junqueras, líder da Esquerda Republicana, detido desde a declaração de independência. (Folhapress)

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