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Após o domingo (31) começar com novos protestos, o governo do Irã alertou que os manifestantes "pagarão o preço" por violarem as leis do país.

De acordo com vídeos transmitidos em redes sociais, milhares de pessoas marcharam em cidades do Irã nas primeiras horas do último dia do ano.

A mídia oficial também começou a publicar vídeos de protestos, apresentando como "contra-revolucionários" aqueles que queimam bandeiras iranianas ou atacam edifícios públicos.

A onda de protestos iniciada na última quarta-feira em Mashhad, a segunda cidade mais populosa do país, e se espalhou por todo o Irã. Desde então, mais de 50 pessoas já foram detidas.

É a maior manifestação desde 2009, quando os iranianos protestaram por meses contra os resultados das eleições presidenciais.

Duas pessoas foram mortas a tiros em confrontos na cidade de Dorud no sábado (30) à noite, quando os manifestantes atacaram bancos e edifícios do governo e queimaram uma motocicleta policial.

"Aqueles que destroem a propriedade pública, criam desordem e agem em ilegalidade devem responder por suas ações e pagar o preço, agiremos contra a violência e contra aqueles que provocam medo e terror", disse o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, neste domingo.para a televisão estatal.

O vice-governador da província de Lorestan, Habibollah Khojastehpur, acusou "grupos hostis e serviços de inteligência estrangeiros de estar atrás desses distúrbios" ao explicar as mortes em Dorud.

Ele afirma que as forças de segurança não dispararam contra os manifestantes. "Nosso objetivo era acabar pacificamente com os protestos, mas, devido à presença de certos indivíduos e grupos, duas pessoas morreram", disse Khojastehpur.

De acordo com um canal do serviço de mensageiro Telegram dos Guardiões da Revolução, o exército de elite iraniano, "pessoas armadas se infiltraram nos manifestantes e dispararam aleatoriamente para a multidão e o prédio do governador" de Dorud.

Os protestos envolvem atos pró e contra o governo do presidente do Irã, Hassan Rowhani. Quem se opõe ao governo critica o desemprego, a escassez de recursos, o alto custo de vida e o governo "ditador". Já quem é pró Rowhani bradava contra os EUA e responsabiliza as sanções internacionais impostas ao Irã pelas mazelas enfrentadas pela população.

Até agora, nem Hassan Rowhani -eleito em maio com a promessa de uma melhoria econômica- nem o aiatolá Ali Khamenei se pronunciaram sobre os protestos.

Já Shirin Ebadi, vencedor do Nobel da Paz, afirmou neste domingo, em entrevista ao jornal "La Repubblica", que as manifestações são apenas "o início de um grande movimento"

"Eu acho que as manifestações não vão acabar imediatamente, acho que estamos testemunhando o início de um grande movimento de protesto que pode ir muito além da onda verde de 2009. Eu não ficaria surpreso se isso se transformasse em algo maior", disse Ebadi, que vive no exílio em Londres.

Em 2009, os protestos contra a reeleição do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad foram violentamente reprimidos.

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