logomarcadiariodegoias2017

Israel quer nomear uma estação de trem em homenagem a Donald Trump, para agradecê-lo por reconhecer Jerusalém como sua capital. Porém, a escolha do local do futuro prédio pode ser tão polêmica quanto a declaração do presidente dos Estados Unidos.

O ministro do Transporte israelense, Israel Katz, disse nesta quarta-feira (27) que escolheu uma estação de metrô próxima ao Muro das Lamentações na Cidade Velha de Jerusalém -bem no meio da área que palestinos querem como sua futura capital.

"Eu decidi nomear a estação do Muro das Lamentações em homenagem ao presidente dos EUA, Donald Trump, por sua decisão corajosa e histórica de reconhecer Jerusalém como capital do povo judeu e do Estado de Israel", disse Katz, em comunicado.

A rota será próxima a Igreja do Santo Sepulcro, onde a tradição afirma que Jesus foi crucificado e enterrado, e um local sagrado disputado por judeus e palestinos.

Escavações anteriores por parte de Israel próximo ao local -considerado o epicentro espiritual do conflito- provocaram violentos protestos palestinos.

Por causa dessas circunstâncias, a proposta já é considerada controversa e encontrará forte resistência dos palestinos, países árabes vizinhos e da comunidade internacional.

A extensão subterrânea de alta velocidade entre Tel Aviv e Jerusalém ainda está no papel e outros departamentos precisam aprová-la, informou o porta-voz do Ministério dos Transportes Avner Ovadia.

O projeto custará mais de US$ 700 milhões e, se aprovado, levaria quatro anos para ficar pronto.

"Não há motivo para que este trem não seja construído", disse ele. "Nós já sabemos como lidar com uma oposição não menos difícil".

Katz já propôs outros projetos ambiciosos de infraestrutura, incluindo uma ilha artificial ao largo da costa da Faixa de Gaza que serviria de ar e porto marítimo para o território palestino e uma ferrovia que liga Israel com a Arábia Saudita e outros estados árabes. (Folhapress)

Sugestões e críticas, mande um Zap para a Redação

whatsapp 512

62 9 9820-8895

+ SAIBA MAIS, PESQUISE NO DG

BUSCA