logomarcadiariodegoias2017

trump trump foto official white house photo by shealah craighead

Na sua primeira grande vitória legislativa do ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu aprovar nesta quarta (20) a reforma tributária, a primeira do país em 30 anos.

A medida, que deve causar uma perda de US$ 1 trilhão em arrecadação ao governo federal, pretende estimular a economia pelo corte de impostos -mas tem sido criticada por beneficiar principalmente empresas e os mais ricos.

A votação final foi concluída por volta das 13h (16h de Brasília), na Câmara. Os deputados já haviam aprovado a lei nesta terça (19), mas tiveram que votá-la novamente depois de uma mudança no texto no Senado, na madrugada desta quarta.

A lei passou por 224 a 201 votos na Câmara nesta quarta (20), e 51 a 48 no Senado.

"É uma vitória histórica para o povo americano", declarou Trump nesta quarta (20), para quem a lei trará "um tremendo alívio para a classe média".

"É acima de tudo sobre empregos", afirmou. Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente disse que "os resultados [da reforma] vão falar por si".

A votação representa uma vitória significativa para Trump e para os republicanos, depois de terem fracassado ao tentar derrubar o Obamacare e verem a maioria republicana no Senado ser reduzida a uma cadeira, com a eleição de um democrata no Alabama na semana passada.

Divisão

Trump, que pretende sancionar a lei até o fim desta semana, tem chamado a reforma de "um presente de Natal" para os americanos, apesar das críticas ao projeto.

A maioria dos americanos pagará menos impostos no ano que vem, mas os cortes são temporários e vão até 2025. Depois, haverá uma alta nas alíquotas.

"No geral, as famílias de renda mais alta terão mais cortes de impostos", informou o Tax Policy Center, que fez uma análise do texto final da lei.

Pessoas jurídicas terão o imposto de renda reduzido de 35% para 21%, o que, segundo os republicanos, vai melhorar a competitividade do país, estimular a economia e garantir mais empregos. Para democratas, porém, a proposta aumentará a dívida pública, comprometerá o sistema de saúde e beneficiará corporações e milionários.

"Essa lei vai instalar uma plutocracia permanente no nosso país", declarou a deputada Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara.

O deputado republicano Paul Ryan, presidente da Câmara, rebateu as críticas. "Não estou preocupado. Os resultados vão tornar a lei popular", disse ele, durante coletiva de imprensa nesta terça (19). Ele voltou a defender que a lei irá estimular a economia e fazer o país crescer em torno de 3% no ano que vem.

No Brasil, analistas temem que a reforma afaste investimentos do país, já que o corte de impostos tornaria mais atrativo para multinacionais declararem lucro nos EUA. (Folhapress) 

Leia mais:

Sugestões e críticas, mande um Zap para a Redação

whatsapp 512

62 9 9820-8895

+ SAIBA MAIS, PESQUISE NO DG

BUSCA