A decisão do governo de Donald Trump de transferir sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém contraria décadas de entendimento da comunidade internacional, pelo qual a divisão da cidade deveria ser determinada por negociações de paz entre israelenses e palestinos.

Israel proclamou Jerusalém como sua capital eterna e indivisível em 1980, citando raízes espirituais e históricas que vêm desde tempos bíblicos.

Depois da diáspora judaica, a cidade ficou sob governo de muçulmanos árabes por 1.300 anos, até o final da 2ª Guerra Mundial e o fim do Império Otomano.

Palestinos foram expulsos ou fugiram de bairros de Jerusalém Ocidental durante a guerra de independência de Israel em 1948, quando comunidades judaicas também foram deslocadas da Cidade Antiga e de Jerusalém Oriental.

Depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel tomou da Jordânia o controle de Jerusalém Oriental e anexou a área, o que foi considerado ilegal pelas Nações Unidas e não é reconhecido pela maior parte da comunidade internacional.

Jerusalém Oriental, com cerca de 300 mil habitantes, ainda é majoritariamente árabe e os palestinos esperam que ela seja a capital de um futuro Estado palestino.

Devido à controvérsia, nenhuma embaixada estrangeira funciona na cidade. (Folhapress)

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