O primeiro-ministro do Iraque, Haider Al Abadi, declarou neste sábado (11) que os danos causados pelo grupo Estado Islâmico, nos três anos de ocupação de várias regiões do país, foram de "mais de US$ 100 bilhões" (cerca de R$ 325 bilhões).

"Os danos da ocupação do EI das cidades iraquianas chegam a mais de US$ 100 bilhões", afirmou Abadi em uma visita a Karbala, cidade santa xiita onde na sexta-feira (10) terminou a importante peregrinação do Arbain.

E isso "se trata só dos danos causados à economia e às infraestruturas", acrescentou, sem contar as vidas que foram tiradas e as perdas provocadas às famílias.

O EI passou a controlar, em 2014, quase um terço do território iraquiano, ao norte e ao oeste de Bagdá, e realizou uma "limpeza cultural", destruindo parte dos vestígios da antiga Mesopotâmia, segundo a ONU.

Em Mossul, segunda maior cidade do país, os jihadistas saquearam tesouros pré-islâmicos, explodiram a emblemática mesquita de Al-Nuri e seu minarete inclinado do século 12, e também incendiaram a principal biblioteca.

Os combates para expulsar os jihadistas destruíram grande parte das cidades que foram ocupadas. O custo total para a reconstrução no Iraque foi estimado entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão.

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