Em reunião na manhã desta sexta-feira (3), na Casa Rosada, em Buenos Aires, os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, voltaram a expressar sua preocupação com relação à crise na Venezuela.

"Passam as semanas e os meses e estamos vendo que a situação está cada vez pior. Queremos reforçar nosso pedido pelo respeito aos direitos humanos e para que haja uma eleição livre e transparente de maneira rápida no país", disse Macri.

Kuczynski acrescentou que "a América Latina é uma democracia e não podemos deixar que casos como este atrapalhe nosso caminho de integração com o mundo, sempre baseada na liberdade e na democracia".

Os dois mandatários assinaram tratados de cooperação nas áreas econômica, cultural e de segurança. Conversaram, também, sobre a "necessária aproximação do Mercosul com a Aliança do Pacífico", segundo as palavras do presidente argentino.

Macri disse que a presença de uma representação do Peru no encontro da OMC (Organização Mundial do Comércio), que se realizará em Buenos Aires, em dezembro, "será um importante passo no sentido dessa aproximação".

Apesar de haver, no mesmo momento do encontro dos dois mandatários, um protesto do lado de fora da Casa Rosada, promovido por centrais sindicais contra a reforma trabalhista, o presidente peruano elogiou o que viu desde que desembarcou no país, no começo da manhã.

"É impressionante ver as obras novas e os empreendimentos de seu governo, principalmente na área de Puerto Madero", disse o peruano.

O argentino, ainda demonstrando o mesmo bom humor desde dia em que sua coligação (Mudemos) obteve uma vitória nas eleições legislativas do último dia 22, também comemorou que "acabou a nossa agonia também no futebol.

Nós já estamos classificados e o Peru certamente passará pela repescagem", brincou. (Folhapress)

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