Depois de uma troca de farpas nas redes sociais e de ser criticado por não telefonar para o prefeito e o governador de Nova York nas horas depois do atentado que deixou oito mortos no sul de Manhattan, Donald Trump anunciou a intenção de revogar a loteria de vistos que permitiu a entrada do terrorista do Uzbequistão nos EUA.

"Não queremos loterias, queremos um sistema baseado em mérito. É uma piada o que temos agora", disse o presidente, em discurso na Casa Branca. "Precisamos ser menos politicamente corretos. Temos de fazer tudo para proteger nossos cidadãos."

Sayfullo Saipov, o homem de 29 anos que atropelou ciclistas e pedestres a quadras do local onde ficavam as Torres Gêmeas, era um residente legal no país há sete anos.

Ele entrou nos EUA com um visto de residência concedido a imigrantes com ensino médio e que passam por uma triagem de segurança. O programa é uma loteria de permissões de entrada criado para ampliar a diversidade da população do país.

A medida foi aprovada com apoio de democratas e republicanos há 14 anos na administração de George W. Bush.

Foi esse o ponto de partida de uma briga de Trump com o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, no Twitter.

"O terrorista entrou em nosso país por meio do 'Diversity Lottery Program' [Programa de Loteria da Diversidade], uma maravilha de Chuck Schumer", criticou o presidente republicano.

Schumer rebateu os tuítes do presidente dizendo que "em vez de dividir o povo e politizar" a questão, ele deveria "fazer alguma coisa" e não cortar verbas para prevenção e combate ao terror. (Folhapress)

 

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