"Orgulhoso e alegre." Investigadores que já tiveram contato com o terrorista que atropelou ciclistas e pedestres no sul de Manhattan dizem que ele parecia se vangloriar do ataque ao responder suas primeiras perguntas.

Sayfullo Saipov, um homem de 29 anos nascido no Uzbequistão e residente legal dos Estados Unidos há sete anos, foi baleado por um policial no momento do ataque. Ele passou por uma cirurgia, está em condição estável no hospital Bellevue, perto do local do crime, e deve ser interrogado ao longo do dia.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que Saipov agiu sozinho e se radicalizou nos Estados Unidos. Uma análise de sua atividade nas redes sociais mostra que ele costumava ler a respeito do Estado Islâmico.

Num bilhete encontrado na caminhonete usada no ataque, ele jura lealdade ao grupo terrorista. Ele também teria gritado "Deus é grande" em árabe ao sair do veículo.

Analistas interpretaram o ato como um desejo de Saipov de se tornar um mártir, morto no confronto com a polícia, mas o fato de ter sobrevivido frustrou essa ideia.

Seus vizinhos em Paterson, em Nova Jersey, onde ele morava com a mulher e dois filhos, também se disseram surpresos com o atentado, descrevendo o suspeito como um rapaz alegre e tranquilo.

Loteria

O mais recente ato terrorista em Nova York, a poucas quadras do lugar onde ficavam as Torres Gêmeas, atacadas em 11 de setembro de 2001, também voltou a acirrar o debate sobre imigração.

Saipov entrou nos Estados Unidos pelo aeroporto de Nova York há sete anos com um visto de residência que ganhou numa loteria do governo -a lei, aprovada na administração do republicano George W. Bush, dá vistos a estrangeiros que passarem por uma triagem de segurança e que tenham ensino médio.

"O terrorista entrou em nosso país através do 'Diversity Lottery Program' [Programa de Loteria da Diversidade], uma maravilha de Chuck Schumer", criticou o presidente republicano, citando o líder da oposição democrata no Senado.

Rand Paul, um senador republicano, também criticou a lei e afirmou que os Estados Unidos não devem ter "fronteiras abertas para o mundo".

Nas primeiras horas desta quarta, Donald Trump atacou os democratas, em especial o senador Chuck Schumer, líder do partido no Senado, por aprovar a lei que permitiu a entrada do terrorista no país.

Schumer rebateu os tuítes do presidente dizendo que "em vez de dividir o povo e politizar" a questão, ele deveria "fazer alguma coisa" e não cortar verbas para prevenção e combate ao terror. (Folhapress)

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