Não é a primeira vez que um grupo pró-Estado Islâmico (EI) ameaça a Copa de 2018. Desta vez, o Wafa Media Foundation usou uma imagem de Messi para insinuar que estariam sendo planejados atentados para o Mundial da Rússia.

A foto em questão foi manipulada, já que o craque do Barcelona aparece atrás de grades, vestido como prisioneiro e com sangramento em um dos olhos, como se tivesse sido vítima de tortura.

Há, ainda, uma ameaça em texto: "Vocês estão enfrentando um estado que não tem a palavra 'fracasso' em seu dicionário". O cartaz foi publicado nesta terça-feira (24) pelo Intelligence Group, especializado no monitoramento de mensagens ligadas a grupos jihadistas na internet.

Não é coincidência que as ameaças sejam especificamente direcionadas ao Mundial da Rússia. O país é aliado do governo da Síria no combate ao EI. Outros países também seguem intervindo contra o grupo extremista, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, França e Holanda, mas em uma coalizão diferente.

Quatro dias antes, na sexta-feira (20), o Wafa Media Foundation já havia criado um cartaz no qual um homem segura um fuzil e observa, de longe, o estádio Luzhniki, que será o palco da Copa em Moscou. Um pouco à sua direita, está um conjunto de explosivos.

"Inimigos de Alá na Rússia, eu juro que o fogo dos mujahidin [combatentes dispostos a sacrificar a própria vida em nome da religião e da promessa de recompensa no paraíso] vai queimá-los. Só esperem", diz o cartaz.

No início de outubro, o mesmo grupo de propaganda terrorista Wafa publicou um artigo incitando mais ataques de "lobos solitários" no Ocidente, como o tiroteio em massa em Las Vegas, que deixou mais de 500 feridos e 60 mortos, incluindo o atirador.

Mais cedo neste ano, em julho, o Intelligence Group denunciou que o EI estaria planejando ataques terroristas no torneio de tênis de Wimbledon. A ideia seria copiar a estrutura do atentado de 22 de maio, em Manchester, na saída do show da cantora Ariana Grande. (Folhapress)

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