Cerca de 200 mil pessoas protestaram nesta terça-feira (17) em Barcelona contra a prisão de dois líderes separatistas catalães, acusados pela Justiça espanhola de sedição por estimularem a independência da Catalunha.

Jordi Cuixart, da organização Òmniun Cultural, e Jordi Sánchez, da Assembleia Nacional Catalã, são apontados como os líderes de um ato que tentou impedir uma ação da Guarda Civil contra a organização do plebiscito do dia 1º.

As autoridades catalãs encaram as detenções como prisões políticas, o que piorou a crise com o governo de Madri. O premiê espanhol, Mariano Rajoy, deu até quinta (19) para a região responder se declarou independência -na segunda (16), o governo local não esclareceu se houve ou não proclamação.

Os manifestantes seguravam velas e gritavam palavras de ordem como "liberdade", "independência" e "repressão não é a solução". O ponto alto do protesto foi durante a noite, mas a mobilização começou no início da tarde.

Ao meio-dia, o presidente catalão, Carles Puigdemont, e seus ministros se uniram ao grupo para pedir a libertação dos separatistas. Ele e a prefeita de Barcelona, Ada Colau, liberaram os servidores do governo para participar do ato.

"Querem nos colocar medo, mas não tenho. Não acredito que vão aparecer agora por aqui com cassetetes, mas temos o pressentimento de que vão nos causar mais dano", disse à AFP Conchita Riera, uma das manifestantes.

"Não deveria haver prisioneiros políticos em um país democrático no século 21. Este país não é democrático. Estou aqui para apoiar a democracia", disse Alicia Cabreriza, 26, programadora de computação.

A crise aprofundou divisões no coração da jovem democracia espanhola, destacando o complexo senso de nacionalismo na quarta maior economia da zona do euro. Em Madri, moradores enfeitaram suas casas com bandeiras nacionais espanholas, enquanto prédios em Barcelona estavam repletos de bandeiras catalãs. (Folhapress)

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