O Ministério Público de Marselha informou neste domingo (1º) que um homem, cuja identidade não foi revelada, esfaqueou e matou duas mulheres na principal estação de trem da cidade, no sul da França.

Autoridades francesas afirmaram que o homem, que aparentava ter entre 25 e 30 anos, gritou "Allahu Akbar" ("Deus é maior", em árabe) antes de atacar a primeira mulher.

As vítimas tinham 17 e 20 anos. Uma delas teve sua garganta cortada e a outra foi esfaqueada no estômago. O ataque aconteceu por volta das 13h45 locais (8h45, horário de Brasília).

O atacante foi morto por militares da operação Sentinela -uma força mobilizada após ataques de extremistas na França que tem cerca de 7 mil agentes em todo país. Sua missão é vigiar zonas de alto risco, como estações, pontos turísticos e prédios religiosos.

A seção antiterrorista do Ministério Público francês anunciou a abertura de investigação por "assassinatos vinculados a uma organização terrorista" e "tentativa de assassinato de um funcionário público".

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o ministro do interior, Gérard Collomb, publicou uma mensagem em uma rede social dizendo que irá a Marselha.

A estação Saint-Charles foi cercada e as autoridades pediram para que moradores evitassem o local. O serviço de trens foi suspenso.

A Europa tem sofrido uma onda de terrorismo nos últimos dois anos.

O novo ataque acontece dois dias antes de a Assembleia Nacional francesa votar uma controverso projeto de lei antiterrorista. A legislação busca introduzir no direito comum algumas medidas do estado de emergência instaurado pelo ex-governo socialista após os atentados que deixaram 130 mortos, em 13 de novembro de 2015, em Paris. (Folhapress)

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