O porta-voz do governo francês afirmou nesta segunda-feira (25) que as eleições para o Senado representaram um "fracasso" para o partido República em Frente!, do presidente centrista Emmanuel Macron.

No domingo (24), o partido de Macron e seus aliados tinham como objetivo conquistar a maioria de três quintos em ambas as câmaras do Parlamento, o que garantiria tranquilidade a Macron para aprovar reformas constitucionais.

Na votação, entretanto, os Republicanos -principal partido de oposição da direita- consolidaram a atual maioria conservadora e ampliaram a sua maioria para 159 assentos dos 348 da Câmara.

O República em Frente!, por sua vez, que esperava conquistar entre 40 a 50 assentos no Senado, acabou obtendo apenas 28.

Na prática, as consequências desses resultados são limitadas, uma vez que na França, em caso de desacordo entre as duas câmaras do Parlamento, a última palavra é dos deputados. 

Mas o resultado pode implicar em dificuldade na implementação de metas do governo, já que um Senado de direita pode retardar a aprovação de propostas.

Além disso, a aprovação do Senado é indispensável para a criação de emendas constitucionais, o que poderia atrapalhar os planos de Macron, que havia prometido realizar importantes reformas constitucionais, incluindo a redução de um terço do número de parlamentares.

Os resultados vêm com o declínio da popularidade de Macron apenas quatro meses após a eleição de maio. Suas taxas de aprovação caíram consideravelmente nas pesquisas de opinião, arrastadas pelas reformas trabalhistas e cortes orçamentários.

Os novos senadores iniciarão suas atividades no dia 2 de outubro, quando devem eleger seu novo presidente. Na França, o presidente do Senado, como segunda personalidade do Estado, é o responsável por substituir o presidente em caso de morte ou destituição do cargo. (Folhapress)

 

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