Em um discurso que, em vários momentos, causou furor entre as delegações dos países-membros da ONU, o presidente Donald Trump ameaçou nesta terça (19) "destruir totalmente a Coreia do Norte e disse que várias partes do mundo "estão indo para o inferno".

"Se os EUA forem forçados a defender a si mesmos ou a seus aliados, não teremos outra escolha a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte", disse Trump, gerando um forte reação no plenário. "O homem do foguete [como ele chama o ditador Kim Jon-un] está numa missão suicida para ele e o seu regime", afirmou.

Trump chamou o regime de Kim de "depravado" e disse que o país asiático "põe o mundo em perigo". "As armas da Coreia do Norte ameaçam o mundo inteiro com um potencial impensável de perda de vidas humanas", disse.

Trump também fez duras críticas ao Irã, dizendo que o principal produto de exportação de Irã é o "derramamento de sangue". Ele voltou a dizer que o acordo sobre o programa nuclear fechado com Teerã é o pior já negociado, num sinal de que pode decidir não respaldá-lo até o próximo dia 15.

Ele disse ainda que o país é um é um "Estado-pária falido" que exporta violência.

Ao falar da reforma da ONU, na qual defende uma redivisão das cotas de financiamento, Trump causou de novo espanto ao dizer que "muitas partes deste mundo estão em conflito, e algumas, francamente, estão indo para o inferno".

"Eu defenderei os interesses americanos em primeiro lugar", disse Trump. "Mas, cumprindo nossas obrigações com outras nações, nós também percebemos que é do interesse de todos buscar um futuro em que todas as nações possam ser soberanas, prósperas e seguras".

O presidente americano ocupou boa parte de seu discurso criticando o regime venezuelano e arrancou algumas risadas ao dizer que "o problema não é que o socialismo não foi propriamente implementado [na Venezuela], mas sim que ele foi bem implementado".

Ele afirmou que a situação na Venezuela era "completamente inaceitável" e que os Estados Unidos não poderiam ficar inertes. Ele alertou que Washington estava considerando tomar medidas adicionais contra o regime de Maduro. "Não podemos ficar parados assistindo", disse. (Folhapress)

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