atentado em barcelona andreu dalmau agencia lusa epa

A Procuradoria espanhola pediu nesta terça-feira (22) que os quatro suspeitos de participação nos ataques a Barcelona e Cambrils (ambos na Catalunha) na última semana fiquem presos sem direito a fiança. Eles são acusados de terrorismo e homicídio, entre outros crimes.

Os quatro foram levados nesta terça pela primeira vez a um tribunal de Madri. Os quatro continuarão detidos até uma decisão do juiz Fernando Andreu, que cuida do caso.

Um dos suspeitos, Mohamed Houli Chemlal, 21, confirmou em depoimento que o grupo planejava um ataque de maior alcance, com o uso de explosivos, como já havia sido especulado.

Os investigadores não disseram, porém, quais seriam os alvos dos possíveis ataques. Segundo o jornal espanhol "La Vanguardia", a igreja da Sagrada Família, em Barcelona, estava na lista.

Chemlal é o único dos quatro detidos que é espanhol -ele nasceu em Melila, um enclave da Espanha na África.

Ele foi preso após ter se ferido na explosão em uma casa em Alcanar, ao sudoeste de Barcelona, um dia antes do ataque com uma van na movimentada avenida de Las Ramblas, em Barcelona, que deixou 13 mortos.

Segundo os investigadores, a casa servia como uma fábrica de bombas do grupo.

Os outros três presos, Driss Oukabir, Mohammed Aallaa e Salh El Karib, são marroquinos.

Além dos quatro detidos, outras oito pessoas faziam parte da célula que fez os ataques, de acordo com a polícia da Catalunha.

Todos os restantes, porém, estão mortos, incluindo Abdelbaki Es Satty, imã (líder religioso) na cidade da Ripoll, local de origem da maioria dos membros da célula, considerado o idealizador do grupo.

A informação foi confirmada no depoimento dos presos à Justiça nesta terça.

Nos depoimentos, os suspeitos disseram que o imã planejava se auto imolar, mas acabou morrendo na explosão de Alcanar.

Além dele, na segunda-feira (21) a polícia matou a tiros o marroquino Younes Abouyaaqoub, 22, principal suspeito de ser o motorista da van que acelerou pela lotada avenida nas Ramblas, em Barcelona, deixando 13 mortos e mais de cem feridos de 34 países.

Depois do ataque, Abouyaaqoub esfaqueou um homem até a morte para roubar o seu veículo e escapar. (Folhapress)

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