A polícia catalã anunciou nesta segunda-feira (21) que o número de mortos nos atentados da Espanha, na quinta (17), subiu de 14 para 15. Segundo autoridades, o motorista que atropelou uma multidão em Barcelona, deixando 13 pessoas mortas, esfaqueou um homem até a morte para roubar o seu veículo e escapar.

Mais cedo, a polícia anunciou, sem citar nomes, que havia identificado o motorista do atentado na capital catalã. Pouco antes, o ministro do Interior, Joaquim Forn, afirmou que "tudo indica" que o marroquino Younes Abouyaaqoub, 22, dirigia o veículo.

Abouyaaqoub foi morto em uma operação policial nesta segunda (21) no município de Subirats, a 45 km de Barcelona. Ele portava um cinto com possíveis explosivos no momento do confronto. A polícia acredita que ele era o líder da célula terrorista que realizou os ataques na Espanha.

Imagens divulgadas nesta segunda pelo jornal "El País" mostram Abouyaaqoub atravessando o popular mercado de La Boquería, usando óculos escuros, após o atentado. Depois, o marroquino teria atravessado grande parte de Barcelona a pé, até a saída sul da cidade.

O governo regional da Catalunha havia informado que todas as forças policiais europeias estavam à procura de Abouyaaqoub, e que, até ser encontrado em Subirats, não se sabia se ele havia deixado a Espanha.

"Essa pessoa não está mais sendo procurada somente na Catalunha, mas em todos os países da Europa, esse é um esforço da polícia europeia", afirmou Forn a uma rádio local antes da operação policial que levou à morte do suspeito.

Pelas redes sociais, a polícia catalã divulgou imagens e pediu informações sobre o paradeiro de Abouyaaqoub. Ele morava em Ripoll, uma cidade ao norte de Barcelona, ​​perto da fronteira francesa.

A possibilidade de Abouyaaqoub estar entre os suspeitos mortos na quarta-feira (16) em uma casa de Alcanar, cidade a 200 km de Barcelona, já havia sido descartada. No local, militantes manipularam dezenas de cilindros de gás butano e material explosivo.

A construção explodiu acidentalmente na quarta e as autoridades acreditam que, assustados e sem seu arsenal, os terroristas decidiram antecipar os atentados na Espanha.

Depois do ataque em Barcelona, terroristas atropelaram pedestres em Cambrils, matando outra pessoa. Os cinco autores foram mortos pela polícia.

Segundo a agência de notícias France Presse, todas as vítimas fatais dos atentados na Espanha já foram identificadas. Dos 120 feridos no atropelamento em Barcelona, nove ainda estão em estado crítico no hospital.

Dos 11 integrantes da célula terrorista, cinco foram mortos no atentado de Cambrils, quatro estão detidos e as autoridades suspeitam que dois morreram na explosão de Alcanar. No sábado (19), antes da morte de Abouyaaqoub, o governo espanhol anunciou que o grupo tinha sido desmantelado. (Folhapress)

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