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Forças iraquianas e americanas iniciaram neste domingo (18) nova ofensiva militar na cidade de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e último grande reduto do Estado Islâmico (EI) daquele país.

Os ataques se concentram na Cidade Velha, último distrito da cidade ainda sob controle da facção terrorista. A conquista dessa área de ruas estreitas é considerada essencial para a vitória contra o EI na região.

"Este é o último capítulo [do conflito em Mossul]" afirmou o comandante do Serviço de Contra Terrorismo (CTS) Abdul Ghani al-Assadi.

Uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos está fornecendo apoio aéreo e terrestre à campanha. Também participam da ação soldados das Forças Antiterroristas, da Polícia Federal e do Exército iraquiano.

De acordo com a ONU, aproximadamente 100 mil civis vivem no local em condições difíceis, com pouca comida, água e remédios, além de acesso limitado aos hospitais.

"Este será um momento terrível para cerca de 100 mil pessoas ainda presas na Cidade Velha de Mossul. Agora estão em risco de ficar presas na feroz luta de rua que está por vir", disse o Comitê Internacional de Resgate (IRC, na sigla em inglês) em um comunicado.

"Estamos tentando ter muito cuidado, usando apenas armas leves e médias para evitar vítimas entre civis", disse o comandante da CTS Maan Saadi à TV estadual iraquiana.

O EI encontra-se enfraquecido devido aos avanços recentes do exército iraquiano sobre Mossul, seu bastião no Iraque. A operação de retomada da cidade teve início em outubro.

Milhares de pessoas fugiram de Mossul desde o início da operação, agravando a crise humanitária na região.

No começo do mês, a ONU informou que o EI assassinou mais de 200 civis que tentavam fugir da cidade.

Segundo um secretário da entidade, há uma "escalada significativa" de mortes civis na batalha pela cidade iraquiana, que conta com crianças entre as vítimas.

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