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Após graduados, os profissionais brasileiros costumam sair ao mercado em busca de uma colocação adequada ao período dedicado aos estudos. No entanto, é cada vez mais comum a universidade não significar a tão esperada posição, e, assim, a busca continua, agora por uma especialização.

Brevemente, essa é a história da maior parte dos recém-formados nos últimos anos. Foi o caso do jornalista Omar Bodgan: com a universidade concluída em 2011, ele acreditou que só precisava bater na porta dos veículos de comunicação que, com o diploma, seria contratado. “Foi um engano, porque comecei a perceber que estava competindo com pessoas que falavam outras línguas, que eram especialistas em algum assunto, que já tinham trabalhado no exterior”, conta.

A solução foi se matricular em uma pós-graduação a distância em marketing, concluída no meio deste ano, quando ele já estava empregado em uma agência. “Foi um diferencial”, revela.

A situação dele é a mesma da maioria dos alunos dessa modalidade de curso hoje no país, como revela o último censo da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED). Segundo o documento, a categoria de especialização lato sensu é a que possui mais ofertas de cursos: são 1.098 grades totalmente à distância.

Em relação a alunos matriculados, no entanto, a modalidade de pós-graduação fica atrás apenas dos que estão cursando uma graduação a distância: hoje, são cerca de 135 mil graduandos em licenciatura e 49 mil pós-graduandos lato sensu.

“Isso se explica pelo fato de os cursos de especialização terem uma variedade muito maior do que as licenciaturas ou os cursos para tecnólogos; portanto, atraem um público mais específico e menor”, explica Benhur Etelberto Gaio, reitor da Uninter e relator do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Os dados do ABED ainda indicam que a maioria das pessoas que buscam pós-graduação estão na área de atuação de Omar: as ciências humanas. Hoje, a maioria dos cursos lato sensu a distância estão nelas inseridos: 250. Em seguida, são cursos de ciências sociais aplicadas (218), ciências exatas e da Terra (117) e Turismo e Lazer (97). São 61 mil alunos cursando alguma pós em ciências humanas, outros 58 mil em ciências sociais aplicadas e 16 mil em ciências da Terra.

“A maior concentração de alunos está nos cursos que oferecem oportunidades de ingresso em novas profissões que exigem formação: os cursos tecnológicos, de licenciatura e iniciação profissional são aqueles com mais alunos em cursos a distância no Brasil”, finaliza Gaio.

Agora empregado, Omar Bodgan já se decidiu: vai cursar outra pós-graduação a distância na área para ficar ainda mais competitivo no mercado. “Já tem algumas coisas que poderiam fazer parte de uma pós dentro da pós que eu fiz. A área de comunicação é muito dinâmica”, finaliza.

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