gas de cozinha

Puxada pelos preço da energia e do gás de botijão, a inflação acelerou em outubro, fechando o mês em 0,42%, ante 0,16% no mês anterior. Foi o maior índice desde agosto de 2016.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,21%. Considerando os últimos 12 meses, são 2,7%, informou nesta sexta (10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com novos reajustes de tarifas de energia e combustíveis e o fim da safra de alimentos, a tendência é que a pressão se mantenha em novembro. Ainda assim, o indicador deve fechar o ano abaixo da meta do Banco Central, que é de 4,5%.

Em outubro, o preço da energia subiu 3,21%, diante da adoção da bandeira vermelha nível 2, que acrescentou na conta de luz R$ 3,50 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para pagar o uso de usinas térmicas.

Já o preço do gás de botijão teve alta de 4,49%, resultado de reajuste de 12,9% promovido pela Petrobras nas refinarias, para acompanhar as cotações internacionais do produto.

Juntos, os dois respondem por 0,17 pontos percentuais da inflação de outubro. levando o grupo habitação a responder por metade da alta, com impacto de 0,21 pontos percentuais.

De acordo com o IBGE, a inflação desse grupo foi de 1,33% no mês, ante queda de 0,12% no mês anterior.

No ano, a energia elétrica acumula alta de 9,27% e o gás, de 12,98%. Os dois itens devem voltar a pressionar a inflação em novembro, já que a bandeira vermelha foi elevada para R$ 5 por 100 kWh e a Petrobras anunciou novo reajuste no preço do gás, de 4,5%.

Além disso, reajustes tarifários na conta de luz em Goiás, Brasília e na área coberta pela Bandeirantes Energia, em São Paulo, também vão pressionar o preço da energia.

O segundo grupo com maior impacto positivo em outubro foi o de Transportes, com alta de 0,49% e contribuição de 0,09 pontos percentuais, puxado pela alta das passagens aéreas.

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Alimentação de Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) tiveram impacto negativo no mês.

No primeiro caso, foi o sexto mês consecutivo de queda, o que só havia ocorrido em 1997. No acumulado do ano, esse grupo tem queda de 2,02% a maior desde 1994, mas o ritmo de redução já é menor do que em meses anteriores, devido ao fim da safra.

O economista do IBGE Fernando Gonçalves disse, porém, que ainda é cedo para decretar uma mudança de rota na trajetória da inflação.

"Durante o ano todo, a oferta de alimentos foi muito boa, o que ajudou a controlar a inflação. Em outubro, tivemos a energia puxando para cima", comentou ele, alegando que só poderia avaliar um a tendência acompanhando o desempenho nos próximos meses.

A inflação dos serviços teve alta de 0,37% em outubro, menor do que os 0,50% registrados no mês anterior. Em 12 meses, o indicador, vem mantendo trajetória de desaceleração: em outubro a alta acumulada foi de 4,88%, a segunda menor do ano e bem abaixo dos 6,84% registrados em novembro de 2016.

INPC

Também divulgado nesta sexta, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,37% em outubro. No acumulado do ano, a alta é de 1,62%, ante 6,36% em igual período do ano anterior. É a menor taxa acumulada desde a implantação do Plano Real.

Já o Índice Nacional da Construção Civil teve alta de 0,16%, abaixo dos 0,27% verificados no mês anterior. O custo da construção por metro quadrado subiu de R$ 1.057,99 para R$ 1.059,68, sendo R$ 540,58 relativos a materiais e R$ 519,10 relativos a mão de obra.

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