Secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué. (Foto: Blog da Prefeitura de Goiânia)
fatima mrue entrevista

Presente na Câmara Municipal de Goiânia nesta quinta-feira (19), a secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, afirmou aos vereadores que a administração municipal implantará uma auditoria operativa com censo diário para fiscalizar a utilização dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A auditoria se refere ao relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia que mostra que menos de 50% dos leitos disponibilizados pelo município são realmente utilizados.

“[...] O cálculo de taxa de ocupação, que é matemático, é uma fórmula que existe, os dados estão no Ministério da Saúde, a taxa de ocupação é menos de 50%. Ou seja, tem leito vago. Quais as medidas? Estamos constituindo, além da Comissão para implantar o sistema de regulação, e vocês serão convidados para participar da Comissão oficialmente, estamos implementando uma auditoria operativa, mediante um censo diário, que vamos ter os auditores percorrendo os leitos de UTI duas vezes por dia e nos trazendo essa informação. O principal é que os prestadores realmente entendam que o leito de UTI não é deles, é do paciente que precisa. Quem tem que regular, não apenas no papel, somos nós”, afirmou Fátima Mrué.

Durante entrevista coletiva, a secretária destacou que os números são referentes ao ano de 2016, mas que os anos anteriores não fogem muito dessa regra de pouca ocupação dos leitos e que será feita uma investigação para descobrir o motivo da não utilização dos leitos, uma vez que são custeados pelo poder público.

“[...] Tem dados de 2015, 2014 que podem ser submetidos a essa fórmula também. Mas os de 2016 nos mostram que a taxa de ocupação especificamente dos leitos de UTI é menor que 50%, enquanto o recomendado é 90%. Então, isso diz para nós que tem leito vago e paciente precisando de leito. Agora, os motivos nós estamos investigando, assim como essa comissão, composta pelo Ministério da Saúde, Secretaria Estadual e Municipal fez a vistoria, e esse é um dos pontos do relatório também. Nós precisamos é corrigir isso para que o paciente efetivamente tenha acesso a esse leito, que é uma das esferas da regulação, que é o acesso ao serviço contratualizado”, disse.

Demora para conseguir fazer exames

Questionada sobre o tempo que a população espera para conseguir um vale-exame, Fátima informou que em dezembro o sistema de regulação do município será alterado, quando completará dois meses de encerramento do contrato com a Organização Social Idtech.

“Quem controla essa agenda hoje é o próprio prestador. Isso nós estamos mudando com a implantação do novo sistema, que eu falei em outros momentos em torno de dois meses após o encerramento do contrato com o Idtech seria um marco para nós porque daí para frente, após a implantação do sistema, nos dois primeiros meses seria intensivo para que a gente tivesse a liberação dos vale-exames desse novo sistema seria de uma forma equilibrada, com controle total da agenda por nós e não pelo prestador. Isso facilita até o cumprimento da meta pelas duas partes. Então, esse período vai ocorrer em torno da primeira semana de dezembro, porque o contrato terminou em 30 de setembro. Então, do dia 22 para frente o serviço deles foram sendo assumidos pelos serviços próprios da prefeitura e aquele sistema que até então é da prefeitura que está sendo operado neste momento por nós mesmo será trocado. Então, em dezembro, que completa dois meses, esse sistema novo estará em pleno funcionamento para essa parte do vale-exame”, explicou.

Saúde de Goiás

Em entrevista ao Diário de Goiás, o secretário de Saúde de Goiás (SES-GO), Leonardo Vilela, informou que o relatório e uma inspeção preliminar será apresentada aos vereadores de Goiânia nesta sexta-feira (20).

“Vamos apresentar isso aos vereadores que acompanham a CEI da UTI. Esse relatório e uma inspeção preliminar foi encaminhada para os órgãos de controle. Nele havia inclusive funcionários da Secretaria Municipal de Saúde e isso motivou uma auditoria que está sendo realizada oficial do SUS para esclarecer essa questão. Nós já fizemos uma reunião com a presença da secretária e vários promotores do Ministério Público de Goiás, mostramos essa realidade, encaminhei oficialmente uma cópia desse relatório para a secretária e esperamos que as providências sejam tomadas”, disse.

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