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Phelps após conquistar medalha nas Olímpiadas no RJ em 2016 (Foto: Agência Brasil)
michael phelps foto agencia brasil

Maior medalhista olímpico de todos os tempos, Michael Phelps revelou nesta semana, durante uma conferência em Chicago (EUA), que sofreu de depressão e chegou a pensar em suicídio.

O ex-nadador falou sobre o assunto e explicou que sua "maior queda" aconteceu depois dos Jogos Olímpicos de 2012 -quando ganhou, em Londres, seis de suas 28 medalhas. "Eu não queria mais estar no esporte; eu não queria mais estar vivo." Phelps revelou que durante essa fase passava de três a cinco dias sozinho em seu quarto, sem comer, dormindo mal e tomado pela "vontade de não estar mais vivo".

A atuação no esporte de alto rendimento custou caro. "Na verdade, após cada Olimpíada me sentia dentro de um grande estado de depressão", afirmou, revelando "um padrão de emoções que simplesmente não era certo".

Os problemas começaram em 2004, após sua primeira experiência olímpica, e Phelps chegou a buscar refúgio nas drogas. Em 2008 foi fotografado fumando maconha, algo do qual ele se diz arrependido. As drogas eram uma tentativa de escapar "de todas as coisas de que eu tentava fugir", explica.

Não foi simples procurar ajuda, disse Michael Phelps. Ele sofria com a ansiedade e respondia com rispidez nos primeiros dias de tratamento. Mas, à medida que se abriu, "a vida tornou-se fácil". "As pessoas finalmente estão entendendo que isso [saúde mental] é real. Elas estão falando sobre isso, e eu acho que esta é a única forma de mudar." Para Phelps, a oportunidade de contar sua história e ajudar outras pessoas é poderosa.

"Esses momentos, os sentimentos e as emoções para mim são anos-luz melhores do que ganhar uma medalha de ouro olímpica", disse. "Eu sou extremamente grato por não ter tirado a minha vida".

(FOLHA PRESS)

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