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Paolo Guerrero. (Foto: Divulgação Twitter)
guerero livre

VINÍCIUS CASTRO
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O Tribunal de Apelações da Fifa reduziu a pena por doping do atacante Paolo Guerrero para seis meses. A defesa do jogador foi comunicada nesta quarta-feira (20).

O camisa 9 do Flamengo havia sido suspenso por um ano e está liberado para defender a seleção peruana na Copa do Mundo. O atleta foi flagrado no exame antidoping com benzoilecgonina, o principal metabólito da cocaína.

Os advogados tentarão agora a absolvição na CAS (Corte Arbitral do Esporte) para que ele defenda o time rubro-negro já no Campeonato Carioca. O otimismo é considerável, principalmente em razão de que raramente o comitê de apelações modifica o veredicto do primeiro julgamento.

A expectativa é a de que a audiência e julgamento final ocorram ainda no mês de janeiro. Alguns precedentes foram utilizados pela defesa e seguirão em pauta na luta pela absolvição do atacante.

Um deles envolveu o tenista francês Richard Gasquet, que provou ter sido flagrado com cocaína através de contaminação acidental. Na ocasião, ele esteve em uma boate e passou a noite com uma mulher, que consumiu a droga.

A contaminação através da saliva fez a pena de um ano sofrer redução para dois meses e meio até a absolvição.

Exames capilares, como aos que Guerrero também foi submetido, confirmaram que o tenista não consumia cocaína. Na defesa do peruano, a tese sustentada é a da ingestão de chá receitado por uma nutricionista e no ambiente restrito da seleção.

Sendo assim, ele foi contaminado no "lugar mais seguro possível". A suspensão de um ano era absolutamente desproporcional -na análise da defesa- ao histórico e casos semelhantes.

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