Renato Gaúcho busca primeiro título da Libertadores como técnico (Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA/ Fotos Públicas)
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Renato Gaúcho minimizou a polêmica sobre o uso de um drone para espionar os adversários do Grêmio. O assunto entrou em debate após a ESPN Brasil revelar a utilização do expediente supostamente contratado pelo Grêmio para analisar rivais durante a temporada.

"Eu nem iria perder meu tempo com essa palhaçada, mas vamos lá. Na semana passada, eu vi uma notícia de que a Austrália filmou Honduras com um drone. Agora, nosso vice mostrou que São Paulo ou Palmeiras soltou um drone para analisar adversários. Queria falar para algumas pessoas do futebol, que acham que entendem de futebol, que pessoas faziam isso antes de eu jogar", disse o treinador do Grêmio em entrevista coletiva nesta terça-feira (21).

"Todo clube tem espião. Todo clube brasileiro tem espião. Seleção tem espião. O drone eu não sei se foi usado, mas ele foi pago para trazer informações ao Grêmio. Acho engraçado fazerem tempestade em copo d'água na véspera da final. Acho engraçado. Até parece que o drone foi inventado agora, que nunca foi feito", completou.

A reportagem apurou que a contratação do profissional foi pedido de Renato Gaúcho e que, até o início da polêmica, ele admitia trabalhar para o clube.

O assunto desagradou o treinador na véspera da primeira partida da final da Libertadores -o time gaúcho encara o Lanús (ARG), nesta quarta-feira (22), na Arena do Grêmio.

"Eu pergunto: como se ganha uma guerra, como se neutraliza o adversário? Com suas formas. Com drone, helicóptero, avião, a cavalo, bicicleta. O mundo é dos espertos. Vamos fazer o seguinte: escolham treinadores e perguntem como eles descobrem as jogadas dos adversários. Parece que é só o Grêmio que usa esses artifícios. Futebol é igual guerra", disse o técnico gremista.

Apesar de Renato falar do tema abertamente, a direção do Grêmio não admite qualquer ligação com o espião. Segundo o vice de futebol Nestor Hein, as reportagens referindo tal situação não condizem com a verdade.

(FOLHA PRESS)

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